segunda-feira, janeiro 15, 2007

Come back

Mais de um mês depois, com a vidinha supostamente melhor organizada, aqui estou eu de volta.
No entanto, vou já avisando - sobretudo aos muitos resistentes que por aqui foram passando mesmo sem eu ter nada de novo para lhes dar - , daqui para a frente irei ser ainda bem mais poupadinho no tempo a empregar nesta função.
Como diria o Guterres; "É a vida"!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Uma justa homenagem



Embora significativamente atrasado, não quero – nem podia – deixar de, modestamente, também contribuir para tentar amplificar o eco do reconhecimento público assumido pela Universidade dos Açores sobre a vida e Obra do Comendador Manuel Ferreira. Que mais não fosse, porque entre o muito que devo ao decano dos autonomistas em combate, está o agradecimento pelo convite (foi com certeza por sua iniciativa que a UA me fez chegar honrosa missiva), assim como a justificação pela minha não comparência na distinta cerimónia (está a acalmar, felizmente, o alucinante rodopio em que para mim se tornou este ano de 2006, com o facto de ter mudado um dos meus poisos habituais a agravar, ainda mais, a desorientação e vertigem).
É relativamente recente – não superior a uma década – e tem sido imensamente gratificante, autêntico privilégio, poder conhecer, de perto, este enorme vulto da açorianidade, o incansável, apesar dos seus noventa anos de idade, lutador pela autonomia dos Açores que é Manuel Ferreira. No entanto, já vem, pelo menos desde os tempos da polémica demolição do antigo “Edifício das Finanças”, a minha fidelidade à sua acutilante pena. Em finais de setenta, já em tempos de liberdade, comprei o “Barco e o Sonho” com o mesmo frenesim subversivo, e quase o mesmo “nervoso miudinho”, com que no início da mesma década, ainda antes de 1974, havia subido a Rua de São João para, receoso, tentar assistir a uma sessão da CDE. Se foi o conto que trata a aventura do “Varito” e do “Vito” o que deu nome e popularizou a publicação, para mim, naquele livro, um verdadeiro ícone é o “Alevante da isca”. Que irreverência; que belo “chamar dos bois pelo nome”. E que dizer quando se sabe que aquele texto foi escrito, e publicado, em 1948?
Bem hajas Comendador Manuel Ferreira.
Do próprio, in A. O. 05/12/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, novembro 21, 2006

A previsível “relação perfeita”







Quando, quase em simultâneo, começam a ser de sinal contrário os indicadores macro económicos que até aqui ajudaram a alimentar a mediática forma de comunicar adoptada pelo actual Primeiro-ministro, e, após a ofensiva das “massas”, agora são também os “detentores da massa” quem começa a reagir às “alfinetadas” a que os ameaçam sujeitar, com uma e outras coisas abrindo as primeiras brechas na bem montada campanha marketing político (um magistral “simplex”) que envolve este “socrático” governo, eis então que surge a oportuna – oportuníssima – declaração de apoio do Sr. Professor à política do Sr. Engenheiro.
Para que não surjam dúvidas nem me incluam no grupo dos que, numa hora destas, possam estar a sentir algum complexo de orfandade, ou pior do que isso, no daqueles que, agora desiludidos, antes integravam as hostes que se convenceram de que S. Exa., a partir do Palácio de Belém, ia fazer guerrilha ou até liderar a oposição, recordo o que, ainda a campanha para as presidenciais não tinha saído do adro (vivíamos então o rescaldo do episódio; “onde está o mentiroso?”), escrevi:
“Mais «mentira» menos «mentira» (as meias verdades são piores que a mentira), e, ou muito me engano, ou ainda todos veremos Sócrates verdadeiramente feliz com a eleição de Cavaco Silva».
Quem então ficou com dúvidas tem agora oportunidade de as esclarecer. A mim sempre me pareceu óbvio; para um Sócrates frio, calculista e pragmático, a eleição de Cavaco, até porque conjugada com as derrotas de Soares e Alegre, foi o melhor que lhe podia ter acontecido; estão agora os ovos todos no mesmo cesto, num alargado “cestão”, que, não fora a “embalagem”, em nada diferia daquele que tanto agradou à Drª. Ferreira Leite.
Afinal, onde estão os que diziam haver mais vida para além deficit?
Do próprio, in A. O. 21/11/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, novembro 07, 2006

A via dolorosa



Tentando salvar a face, os “senhores da desgraça”, viciados no perde/ganha que, proporcionando-lhes algum contentamento pessoal, revelou-se dramático para o CDSC, continuam – triste consolação –, “felizes” na função de fabricantes de bizarrices. Assim se entende a euforia à volta da vitória resultante da proposta de um voto de louvor (AG de 28 Outubro de 2006) a quem acabava de fazer a sua mais recente demonstração de incompetência e dolo.
Chamando MRPV (Minoria Realista, Persistente e Visionária) ou G6, a uns, e MDLT (Maioria Delapidadora, Leviana e Trafulhona) aos outros, recordemos as principais escaramuças dos últimos anos:
1998: Capitaneado pelo “herói” de então, e já preparando a cama onde se haveriam de refastelar aquando da “glória efémera”, o MDLT esmagava o G6 na contenda em prol da constituição de uma Fundação para salvaguardar o “Complexo Desportivo”, derrotando doze anos de trabalho e a memória de dezenas de santaclarenses (e milhares de beneméritos). No ano seguinte, com o “caso Clayton”, caiu por terra um dos argumentos então esgrimidos; o passar do tempo veio revelar onde estava a seriedade (e a falta dela)!
2002: Confundindo inchaço com crescimento, porém congregando “os poderosos” em seu apoio, em eleições estrategicamente provocadas por uma demissão em bloco, o MDLT obtém mais uma vitória no trágico processo de levar o CDSC à “banca rota”. Só não consegue, como pretendeu, silenciar definitivamente o G6.
Queimando etapas (ohh quantos avisos feitos sobre a inexistência de contas claras, e de como, verdadeiramente clara, era a situação de falência técnica em que o clube já se encontrava?!), chegamos ao fraudulento “Plano de Negócios”.
2004: Outra vitória. Outro “herói”. Outro êxito, mas só para quem, à custa da própria vítima, se “abotoou à fartazana”.
Tardia. Superficial. Mas abençoada “varridela”.
Do próprio, in A. O. 07/11/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, outubro 31, 2006

Pobre Santa Clara....

necessitou de cerca de dez anos para assimilar o básico; só agora, quando praticamente já perdeu - não é da vertente desportiva que me refiro - praticamente tudo, se ouve em uníssono as palavras; RIGOR E TRANSPARÊNCIA (continuam porém a fazer vista grossa a uma outra muito importante; VERDADE).

Pobre Santa Clara...

onde mesmo depois de "se falar" - só falar - em RIGOR e TRANSPARÊNCIA, descredibilizando o discurso FINALMENTE adoptado, são visíveis os expedientes pouco honestos usados na constituição das listas e, - mais logo se confirmará - também reservados para a hora da "contagem de espingardas".

Pobre santa clara...

onde, as cambalhotas e "flicks flacks" continuam uma constante, nalguns casos, autênticas cenas de sofisticada ficção. Viram as declarações de Ricardo Almeida ontem na RTPAçores?
Nem queria acreditar. Sobretudo depois de me terem dito que, alegando razões que tinham a ver com uma postura de isenção?!?!?!?, aquela estação não tinha ido cobrir a conferência de imprensa que encerrou a campanha da outra lista.

Já digo como o outro:
Dizer (mais) o quê?
Mesmo de bancada isto enoja-me. Muito!

terça-feira, outubro 24, 2006

NÃO ACREDITO (O apito da vergonha II)




Agora que o meu compasso neste espaço é mais pausado, depois do parceiro de coluna se ter comprometido em para aqui não trazer o “Santa Clara”, e, já que de uma forma ou de outra sei que sou um bom “bode expiatório”, deixem-me abrir uma excepção – prometo que não se repete –, regressando, sem folga, ao assunto anterior.

Dizem-me com insistência, alguns até aceitam apostar (eu por mim só aposto quando tenho a certeza), mas por mais convincentes que procurem ser; não acredito. Não. Não me convencem que o Presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Santa Clara convocou “de rajada” as AG’s de 28 e 30, só porque, há quinze dias, aqui, escrevi isto:

“Acham normal que um clube, após ter desbaratado todo o seu património e subsistir apenas por “misericórdia” do erário público, continue ignorando regras básicas – estatutariamente obrigatórias – e se mantenha, displicentemente, sem apresentar contas (orçamento incluído) aos seus sócios?
Eu não. Mas, pelos vistos, não só é possível como, parece, desejável.”

E sabem porque não acredito? É simples! Se o Dr. Noé Rodrigues “me desse ouvidos” não só já tinha feito uma destas convocatórias à muito mais tempo, como, ainda – o que seria bem mais importante; para ele, para mim, para o Santa Clara e para muitos outros –, teria também convocado uma outra Assembleia-Geral – tal como se comprometeu – , para que fosse discutida a possibilidade de executar uma auditoria esclarecedora ao CDSC (como foi possível “torrar” tanto dinheiro? E, por favor, não venham atirar “areia para os olhos” com a questão dos encargos resultantes dos “contratos paralelos”!). Por exemplo: saberão os sócios do Santa Clara que, contas redondas, nos últimos anos, só com os “gestores especializados” (em cavar fundo uma sepultura) o clube “enterrou” mais de 50.000c. (escudos/moeda velha)?
Procurar com seriedade algum consenso, mais do que tentar juntar tudo e todos num mesmo saco, será pugnar pelo rigor, por transparência e pela verdade!

Do próprio, in A. O. 24/10/06; “Cá à minha moda” (Após acrescer mais alguns caracteres aos 1800 da coluna)

terça-feira, outubro 17, 2006

O apito da vergonha

Mais de uma semana depois, com um novo cmputador (a trevoada queimou o anterior assim como a ligação telefónica e o moden), e depois de restabelecer, minimamente, a capacidade instalada.

.....



Roubada aqui:


O Dr. Loureiro, substituto (e subordinado) do Major Loureiro, falou recentemente na vergonha da justiça, para então, só depois de espicaçado, acabar também referindo-se à vergonha do futebol.
Vai haver mudança. Dizem. De facto, depois deste universo obscuro sempre envolto em densa penumbra a que chamam “mundo do futebol” ter descido tão fundo, a hipótese mais plausível seria iniciar o seu processo de regeneração. Mas, não obstante este ser o caminho natural, céptico como sou – e oxalá que desta vez me engane – não acredito. Para dizer a verdade estou convencido que ainda não será desta. Gostaria de estar enganado, mas creio que estamos, mais uma vez, em presença da “velha sentença”; há que mudar qualquer coisa para que tudo fique na mesma. É que, num meio em que de forma pouco séria é muito fácil manipular entusiastas maiorias, quando são cada vez maiores os interesses envolvidos e a cada passo se tropeça com vigaristas e embusteiros altamente qualificados, colocar gente séria no processo pode ser importante, mas não é o suficiente. Será sempre, e só, uma questão de tempo; mais cedo ou mais tarde “os bons” ficam de mãos atadas (alguns “batem com a porta”). Há também que mudar os métodos; exigir rigor e transparência, particularidades de que não gostam os que agem em função dos resultados, mesmo quando apenas satisfatórios e obtidos de forma irregular e desonesta.
Acham normal que um clube, após ter desbaratado todo o seu património e subsistir apenas por “misericórdia” do erário público, continue ignorando regras básicas – estatutariamente obrigatórias – e permaneça displicentemente sem apresentar contas (orçamento incluído) aos seus sócios?
Eu não acho. Mas, pelos vistos, não só é possível como, parece, desejável.

Não será por aí que a regeneração deve começar?
Do próprio, in A. O. 10/10/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, outubro 03, 2006

1, 2, 3, Oliveira 4.



Fotos roubadas algures (açores.net, rejsende.dk etc) com a ajuda do google


1. Ponta Delgada: Vandalismo ou desenvolvimento?
Após alguns dias de peregrinação pelas livrarias (sem êxito quanto à intenção de compra, mas ganhando com as visitas plena consciência do interesse e forte procura que a obra despertava), logo que satisfeita a aquisição, não resisti a uma imediata, porém ainda superficial, primeira “vista de olhos”. Que agradável surpresa. Isso, mesmo para quem, como eu, foi seguindo de muito perto a versão digital. Tem toda a razão o Professor Carlos Riley; “é uma monografia histórica de indiscutível mérito e, para além disso, um verdadeiro manual de urbanidade e boas maneiras”. Com o autor partilho o desgosto pelo “alisamento” da orla marítima de Ponta Delgada, enormidade iniciada pelo Estado Novo, mas que como que impelida por forças poderosíssimas ainda não parou. Nem parará se não ganhar eficácia o despertar cívico contra este tipo de vandalismo. Parabéns Dr. Carlos Falcão Afonso. Indispensável.

2. Res publica
Com a revolução já em curso matam Miguel Bombarda (03/10/910). Perante algumas hesitações, temendo o pior, Cândido dos Reis suicida-se. Machado dos Santos e a Carbonária mantêm-se firmes. A revolução está na rua, entregue ao povo.
Antero, cerca de 40 anos antes, Manuel de Arriaga e Teófilo Braga, desde a primeira hora.
Viva a Pátria Açoriana.

3. Apito enferrujado.
C
omo se já não bastasse todo o resto, ficamos agora a saber que até o ouro oferecido aos árbitros não era “de lei” (veremos se esta não é mais uma manobra para descriminalizar os corruptos?). Que mais faltará para ser falsificado no “maravilhoso” mundo do futebol? Que cambada de vigaristas...!

4. Desdobramento.
Tarde é o que nunca chega. Se tudo correr bem, em breve – espero que já na próxima semana – a minha passagem por este espaço passa a quinzenal. Ganham os leitores, entre outras razões, porque descansam deste meu “chover no molhado” semanal. Ganho também eu; é que com um compasso mais lento a “obrigação” será mais tranquila. E, assim o espero, também bem mais proveitosa.

Do próprio, in A. O. 03/10/06; “Cá à minha moda”