" Esta cidade da Ponta Delgada é assim chamada por estar situada junto de uma ponta de pedra de biscouto, delgada e não grossa como as outras da ilha, quase rasa com o mar, que depois, por se edificar mais perto dela uma ermida de Santa Clara, se chamou ponta de Santa Clara; entre a qual ponta e a da Galé se faz uma grande enseada (...)" ************************************************************************* Frutuoso, Gaspar; Saudades da Terra, Livro IV.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
terça-feira, dezembro 27, 2005
Iluminação de Natal

Click sobre as imagens para as ampliar
Rotunda das "Cancelas da Doca" e Jardim da antiga aerogare (Ramalho)
Duas das quatro árvores e outros tantos presépios executados e montados pela Junta de Freguesia de Santa Clara, praticamente a custo zero porque efectuados com a preciosa colaboração das duas escolas localizadas na freguesia e de um significativo número de amigos de Santa Clara, mas nem por isso menos "brilhantes" e cintilantes, sobretudo, quando em noite escura.
sábado, dezembro 17, 2005
O meu postal de Natal para a Lúcia
Uma das classes de cada um dos estabelecimentos de ensino da freguesia, junto do presépio que ajudaram a construir, e/ou quando estavam recebendo a simbólica prenda do Pai Natal VIDA NOVA, guloseimas que haveriam de compartilhar com todos os restantes colegas da escola.
Escola do Ramalho; Presépio no jardim da antiga aerogare

Escola do Carvão; Presépio na Rua Filipe Álvares

Creche da Nordela; Presépio junto às ruínas da Fábrica de Lacticínios de Santa Clara

Lúcia;
se te portares bem, o “Pai Natal” manda mais!
Escola do Ramalho; Presépio no jardim da antiga aerogare

Escola do Carvão; Presépio na Rua Filipe Álvares

Creche da Nordela; Presépio junto às ruínas da Fábrica de Lacticínios de Santa Clara

Lúcia;
se te portares bem, o “Pai Natal” manda mais!
Nota; Não te esqueças....as imagens ampliam se "clickares" sobre cada uma delas.
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Para avivar a memória ao Carmélio

"Clickando" sobre a imagem, amplia-a permitindo ler a legenda.
Fui aos recortes antigos (Milhafre 23 Setembro de 1977) e de lá retirei estes trechos do texto; O Canto do Cisne e p Zurrar do Burro, cujo autor, na altura, defendia a Independência dos Açores com muito mais vigor do que hoje em dia.
(…) – Sua Excelência quando aqui chegou queria apenas quatro paredes e uma cama emprestada. Na prática instalou-se no melhor palácio dos Açores, com cama, chauffer às ordens, mordomo, cozinheira e criadagem (…)
Sim, o Ministro da Republica não quer governar, mas traz um governo atrás de si; para quê? Para interpretar o querer dos açorianos perante o Governo Central?
Então Mota Amaral precisa de intérprete? (…)
No número seguinte as animosidades continuavam; a caricatura que acima se apresenta é apenas um exemplo!
É do caraças …………ter razão antes do tempo!
(…) – Sua Excelência quando aqui chegou queria apenas quatro paredes e uma cama emprestada. Na prática instalou-se no melhor palácio dos Açores, com cama, chauffer às ordens, mordomo, cozinheira e criadagem (…)
Sim, o Ministro da Republica não quer governar, mas traz um governo atrás de si; para quê? Para interpretar o querer dos açorianos perante o Governo Central?
Então Mota Amaral precisa de intérprete? (…)
No número seguinte as animosidades continuavam; a caricatura que acima se apresenta é apenas um exemplo!
É do caraças …………ter razão antes do tempo!
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Responda por favor...

“O Ministro da República não faz mal às Autonomias”
Cavaco Silva ao Açoriano Oriental - 08-12-2005
Para quem tem sido tão parco em palavras, melhor fora que se mantivesse calado!
Ou então, se entretanto lhe chegou uma súbita vontade de falar, sobre este mesmo assunto, pois então que me faça um favor, respondendo;
E bem às autonomias, faz?
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Do mal o menor

Quanto ao essencial – que não a forma como foi escrito – a polémica que um dos comentários do “post” anterior suscitou, quase que me obriga a tornar mais clara a minha posição. É assim: Entre Alegre, Cavaco e Soares, venha o diabo e escolha!
Porém, se o capeta optar por Alegre, até - digo eu - terá direito a perdão divino.
Porém, se o capeta optar por Alegre, até - digo eu - terá direito a perdão divino.
quinta-feira, novembro 24, 2005
Calado, calado….chega lá!

Hirto, sisudo, tecnocraticamente dizendo nada ou muito pouco, mas tirando todo o partido do muito que os principais adversários vão revelando de si próprios – um autêntico auto-flagelo –, tudo parece indicar que “a esfinge”, afinal, para lá caminha.
Mais “mentira” menos “mentira” (as meias verdades são piores que a mentira), e, ou muito me engano, ou ainda todos veremos Sócrates verdadeiramente feliz. Bem vistas as coisas, é a confirmação – com direito a repetição – de uma vitória ainda recente!
Mais “mentira” menos “mentira” (as meias verdades são piores que a mentira), e, ou muito me engano, ou ainda todos veremos Sócrates verdadeiramente feliz. Bem vistas as coisas, é a confirmação – com direito a repetição – de uma vitória ainda recente!
terça-feira, novembro 22, 2005
Férias do AO; "Crónicas do Aquém"

Sol, areia leitura e repouso na companhia de um burro de olhos bem abertos!
...........
Sessenta e três semanas depois de, ininterruptamente, nunca vos faltado – isto é válido para os que gostam, para os que não gostam, e ainda para aqueles que “comem sem gostar” – com estes meus humildes, mas honrados, 1400 caracteres semanais, entendo ser tempo de interromper esta empreitada. Não sei por quanto tempo, mas necessito parar. Sinto-me como uma esponja retorcida; seco, já sem pinga, a carecer urgentemente de restabelecer a humidade vital para subsistir neste ácido micro clima. E tudo isso se torna ainda mais necessário quando, como se já não bastasse ser “azedo”, também não é lá muito abundante “o sumo que daqui se aproveita”!
Se, por vezes, não foi fácil chegar ao fim do Domingo – pior ainda às 16/17 horas da Segunda-feira – sem ter “alinhavado” o tema que haveria de, por fim, aliviar a angustiante “página em branco da cachola”, logo tudo isso fica recompensado, de forma bastante gratificante, com o “feed-back” recebido por uma qualquer singela abordagem de rua, sobretudo quando vinda de quem, não pertencendo ao número daqueles com quem nos relacionamos, de propósito se nos dirige para mostrar o agrado por algo que leu, mesmo quando com a sua simpatia nos obriga a exercitar a memória. Bom, restará dizer que, para o bem e para o mal, aqueles a quem desagradamos raramente disso nos dão conta.
Olhem; foi bom, eu gostei! Só espero que também tenham gostado.
Se, por vezes, não foi fácil chegar ao fim do Domingo – pior ainda às 16/17 horas da Segunda-feira – sem ter “alinhavado” o tema que haveria de, por fim, aliviar a angustiante “página em branco da cachola”, logo tudo isso fica recompensado, de forma bastante gratificante, com o “feed-back” recebido por uma qualquer singela abordagem de rua, sobretudo quando vinda de quem, não pertencendo ao número daqueles com quem nos relacionamos, de propósito se nos dirige para mostrar o agrado por algo que leu, mesmo quando com a sua simpatia nos obriga a exercitar a memória. Bom, restará dizer que, para o bem e para o mal, aqueles a quem desagradamos raramente disso nos dão conta.
Olhem; foi bom, eu gostei! Só espero que também tenham gostado.
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém
terça-feira, novembro 15, 2005
Mar agitado

Recorte da capa do Livro"Os Açores e o Controlo do Atlântico" de António José Tello
(O arquipélago em fundo é Cabo Verde, e, ambos os vigilantes soldados representados, pertencem ao exército da mesma potência colonizadora. "click" sobre a imagem para a ampliar)
.......
Sempre o afirmei – e mantenho – que uma das mais significativas conquistas da “Nova Autonomia” foi a Lei das Finanças Regionais!
É que, ter o “capataz da quinta” e o “gerente responsável pelo rectângulo”, ora às turras ora de braço dado consoante a cor da fatiota que envergam; ou então, nos períodos em que ambos usam em simultâneo o mesmo uniforme – como é mais uma vez o caso –, deixar ao livre arbítrio “dos seus azeites” num determinado momento a decisão sobre regras fundamentais “do jogo”, não só não dignifica os directamente envolvidos – apesar de em política valer quase tudo, incluindo; colocar e retirar óculos escuros –, como ainda acrescenta o risco de descredibilizar, ainda mais, aquilo que pomposamente se convencionou chamar de; “relações institucionais entre o Estado e a Região”.
Dispensava-se perfeitamente o anúncio prévio – tipo justificação – feito pelo PGA sobre a intenção de voto dos deputados do PS/Açores por ocasião da aprovação do OGE. Situação que, após um balanço aos danos, se torna ainda mais evidente! Mas, convicto que estou que a mentira – ou as meias verdades; no caso, com igual ou piores efeitos – têm sua origem no outro lado do atlântico, sinto uma enorme pena que, no mínimo, outros três deputados não tivessem acompanhado Manuel Alegre na sua simbólica saída do hemiciclo!
Haverá pior dependência do que não ter a autonómica capacidade de exigir a defesa da escassa autonomia entretanto já consagrada como conquista?
É que, ter o “capataz da quinta” e o “gerente responsável pelo rectângulo”, ora às turras ora de braço dado consoante a cor da fatiota que envergam; ou então, nos períodos em que ambos usam em simultâneo o mesmo uniforme – como é mais uma vez o caso –, deixar ao livre arbítrio “dos seus azeites” num determinado momento a decisão sobre regras fundamentais “do jogo”, não só não dignifica os directamente envolvidos – apesar de em política valer quase tudo, incluindo; colocar e retirar óculos escuros –, como ainda acrescenta o risco de descredibilizar, ainda mais, aquilo que pomposamente se convencionou chamar de; “relações institucionais entre o Estado e a Região”.
Dispensava-se perfeitamente o anúncio prévio – tipo justificação – feito pelo PGA sobre a intenção de voto dos deputados do PS/Açores por ocasião da aprovação do OGE. Situação que, após um balanço aos danos, se torna ainda mais evidente! Mas, convicto que estou que a mentira – ou as meias verdades; no caso, com igual ou piores efeitos – têm sua origem no outro lado do atlântico, sinto uma enorme pena que, no mínimo, outros três deputados não tivessem acompanhado Manuel Alegre na sua simbólica saída do hemiciclo!
Haverá pior dependência do que não ter a autonómica capacidade de exigir a defesa da escassa autonomia entretanto já consagrada como conquista?
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém
terça-feira, novembro 08, 2005
Pois é…

1 _________________2

3 ________________4 ___________________5
(Click sobre as imagens para as ampliar permitindo a leitura dos documentos)
1 - Rolando Viveiros ("proprietário", e 1º Presidente da AFSM)
2 - Trecho da primeira acta da Associação de Foot-ball de S. Miguel.
3 - Dr. Francisco Luís Tavares (2º Presidente da AFSM; o 1º eleito)
4 - Última das várias folhas dos estatutos da AFSM que dão origem ao seu Alvará
5- Dr. Lúcio Agnelo Casimiro (3º Presidente da AFSM; o 1º após o alvará)
..........................
Ao invés de outros, que, com mentira e sem necessidade, acrescentam – vá lá saber-se porquê? – mais uma série de anos ao seu real tempo de existência, a ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE PONTA DELGADA é de facto uma verdadeira octogenária!
O 4 Novembro de 1924, assumido como o da fundação da AFPD, corresponde à data de obtenção do alvará da então designada ASSOCIAÇÃO DE FOOT-BALL DE SAN MIGUEL, uma “certidão de nascimento” conseguida “na fronteira” entre as presidências dos Drs; Francisco Luís Tavares (primeiro presidente eleito), e Lúcio Agnelo Casimiro, respectivamente, segundo e terceiro presidentes daquela colectividade, tinha já então “a criança” um ano e vários meses de uma já bastante atribulada existência, iniciada a 14 de Abril de 1923 “ao colo” do dinâmico e visionário Rolando de Viveiros, então, no papel de “seu proprietário”.
São estes e outros factos que demonstram o ridículo dos que, com balelas do género; “E assim se constituiu o primeiro grupo de jogadores (…) Com esta formação o CDSC ganhou o seu primeiro campeonato, organizado pela então chamada Associação de Futebol de S. Miguel, em 1922”, inventaram a farsa do 31 Janeiro de 1921, bem como daqueles que, ainda hoje, recusando-se corrigir uma óbvia mentira, continuam, procurando justificar o injustificável, a tentar “cobrir o sol com uma peneira”!
O 4 Novembro de 1924, assumido como o da fundação da AFPD, corresponde à data de obtenção do alvará da então designada ASSOCIAÇÃO DE FOOT-BALL DE SAN MIGUEL, uma “certidão de nascimento” conseguida “na fronteira” entre as presidências dos Drs; Francisco Luís Tavares (primeiro presidente eleito), e Lúcio Agnelo Casimiro, respectivamente, segundo e terceiro presidentes daquela colectividade, tinha já então “a criança” um ano e vários meses de uma já bastante atribulada existência, iniciada a 14 de Abril de 1923 “ao colo” do dinâmico e visionário Rolando de Viveiros, então, no papel de “seu proprietário”.
São estes e outros factos que demonstram o ridículo dos que, com balelas do género; “E assim se constituiu o primeiro grupo de jogadores (…) Com esta formação o CDSC ganhou o seu primeiro campeonato, organizado pela então chamada Associação de Futebol de S. Miguel, em 1922”, inventaram a farsa do 31 Janeiro de 1921, bem como daqueles que, ainda hoje, recusando-se corrigir uma óbvia mentira, continuam, procurando justificar o injustificável, a tentar “cobrir o sol com uma peneira”!
Não tendo sido possível corresponder ao convite formulado, aqui fica o registo das minhas felicitações pelo 81º aniversário da AFPD.
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém
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