terça-feira, outubro 31, 2006

Pobre Santa Clara....

necessitou de cerca de dez anos para assimilar o básico; só agora, quando praticamente já perdeu - não é da vertente desportiva que me refiro - praticamente tudo, se ouve em uníssono as palavras; RIGOR E TRANSPARÊNCIA (continuam porém a fazer vista grossa a uma outra muito importante; VERDADE).

Pobre Santa Clara...

onde mesmo depois de "se falar" - só falar - em RIGOR e TRANSPARÊNCIA, descredibilizando o discurso FINALMENTE adoptado, são visíveis os expedientes pouco honestos usados na constituição das listas e, - mais logo se confirmará - também reservados para a hora da "contagem de espingardas".

Pobre santa clara...

onde, as cambalhotas e "flicks flacks" continuam uma constante, nalguns casos, autênticas cenas de sofisticada ficção. Viram as declarações de Ricardo Almeida ontem na RTPAçores?
Nem queria acreditar. Sobretudo depois de me terem dito que, alegando razões que tinham a ver com uma postura de isenção?!?!?!?, aquela estação não tinha ido cobrir a conferência de imprensa que encerrou a campanha da outra lista.

Já digo como o outro:
Dizer (mais) o quê?
Mesmo de bancada isto enoja-me. Muito!

terça-feira, outubro 24, 2006

NÃO ACREDITO (O apito da vergonha II)




Agora que o meu compasso neste espaço é mais pausado, depois do parceiro de coluna se ter comprometido em para aqui não trazer o “Santa Clara”, e, já que de uma forma ou de outra sei que sou um bom “bode expiatório”, deixem-me abrir uma excepção – prometo que não se repete –, regressando, sem folga, ao assunto anterior.

Dizem-me com insistência, alguns até aceitam apostar (eu por mim só aposto quando tenho a certeza), mas por mais convincentes que procurem ser; não acredito. Não. Não me convencem que o Presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Santa Clara convocou “de rajada” as AG’s de 28 e 30, só porque, há quinze dias, aqui, escrevi isto:

“Acham normal que um clube, após ter desbaratado todo o seu património e subsistir apenas por “misericórdia” do erário público, continue ignorando regras básicas – estatutariamente obrigatórias – e se mantenha, displicentemente, sem apresentar contas (orçamento incluído) aos seus sócios?
Eu não. Mas, pelos vistos, não só é possível como, parece, desejável.”

E sabem porque não acredito? É simples! Se o Dr. Noé Rodrigues “me desse ouvidos” não só já tinha feito uma destas convocatórias à muito mais tempo, como, ainda – o que seria bem mais importante; para ele, para mim, para o Santa Clara e para muitos outros –, teria também convocado uma outra Assembleia-Geral – tal como se comprometeu – , para que fosse discutida a possibilidade de executar uma auditoria esclarecedora ao CDSC (como foi possível “torrar” tanto dinheiro? E, por favor, não venham atirar “areia para os olhos” com a questão dos encargos resultantes dos “contratos paralelos”!). Por exemplo: saberão os sócios do Santa Clara que, contas redondas, nos últimos anos, só com os “gestores especializados” (em cavar fundo uma sepultura) o clube “enterrou” mais de 50.000c. (escudos/moeda velha)?
Procurar com seriedade algum consenso, mais do que tentar juntar tudo e todos num mesmo saco, será pugnar pelo rigor, por transparência e pela verdade!

Do próprio, in A. O. 24/10/06; “Cá à minha moda” (Após acrescer mais alguns caracteres aos 1800 da coluna)

terça-feira, outubro 17, 2006

O apito da vergonha

Mais de uma semana depois, com um novo cmputador (a trevoada queimou o anterior assim como a ligação telefónica e o moden), e depois de restabelecer, minimamente, a capacidade instalada.

.....



Roubada aqui:


O Dr. Loureiro, substituto (e subordinado) do Major Loureiro, falou recentemente na vergonha da justiça, para então, só depois de espicaçado, acabar também referindo-se à vergonha do futebol.
Vai haver mudança. Dizem. De facto, depois deste universo obscuro sempre envolto em densa penumbra a que chamam “mundo do futebol” ter descido tão fundo, a hipótese mais plausível seria iniciar o seu processo de regeneração. Mas, não obstante este ser o caminho natural, céptico como sou – e oxalá que desta vez me engane – não acredito. Para dizer a verdade estou convencido que ainda não será desta. Gostaria de estar enganado, mas creio que estamos, mais uma vez, em presença da “velha sentença”; há que mudar qualquer coisa para que tudo fique na mesma. É que, num meio em que de forma pouco séria é muito fácil manipular entusiastas maiorias, quando são cada vez maiores os interesses envolvidos e a cada passo se tropeça com vigaristas e embusteiros altamente qualificados, colocar gente séria no processo pode ser importante, mas não é o suficiente. Será sempre, e só, uma questão de tempo; mais cedo ou mais tarde “os bons” ficam de mãos atadas (alguns “batem com a porta”). Há também que mudar os métodos; exigir rigor e transparência, particularidades de que não gostam os que agem em função dos resultados, mesmo quando apenas satisfatórios e obtidos de forma irregular e desonesta.
Acham normal que um clube, após ter desbaratado todo o seu património e subsistir apenas por “misericórdia” do erário público, continue ignorando regras básicas – estatutariamente obrigatórias – e permaneça displicentemente sem apresentar contas (orçamento incluído) aos seus sócios?
Eu não acho. Mas, pelos vistos, não só é possível como, parece, desejável.

Não será por aí que a regeneração deve começar?
Do próprio, in A. O. 10/10/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, outubro 03, 2006

1, 2, 3, Oliveira 4.



Fotos roubadas algures (açores.net, rejsende.dk etc) com a ajuda do google


1. Ponta Delgada: Vandalismo ou desenvolvimento?
Após alguns dias de peregrinação pelas livrarias (sem êxito quanto à intenção de compra, mas ganhando com as visitas plena consciência do interesse e forte procura que a obra despertava), logo que satisfeita a aquisição, não resisti a uma imediata, porém ainda superficial, primeira “vista de olhos”. Que agradável surpresa. Isso, mesmo para quem, como eu, foi seguindo de muito perto a versão digital. Tem toda a razão o Professor Carlos Riley; “é uma monografia histórica de indiscutível mérito e, para além disso, um verdadeiro manual de urbanidade e boas maneiras”. Com o autor partilho o desgosto pelo “alisamento” da orla marítima de Ponta Delgada, enormidade iniciada pelo Estado Novo, mas que como que impelida por forças poderosíssimas ainda não parou. Nem parará se não ganhar eficácia o despertar cívico contra este tipo de vandalismo. Parabéns Dr. Carlos Falcão Afonso. Indispensável.

2. Res publica
Com a revolução já em curso matam Miguel Bombarda (03/10/910). Perante algumas hesitações, temendo o pior, Cândido dos Reis suicida-se. Machado dos Santos e a Carbonária mantêm-se firmes. A revolução está na rua, entregue ao povo.
Antero, cerca de 40 anos antes, Manuel de Arriaga e Teófilo Braga, desde a primeira hora.
Viva a Pátria Açoriana.

3. Apito enferrujado.
C
omo se já não bastasse todo o resto, ficamos agora a saber que até o ouro oferecido aos árbitros não era “de lei” (veremos se esta não é mais uma manobra para descriminalizar os corruptos?). Que mais faltará para ser falsificado no “maravilhoso” mundo do futebol? Que cambada de vigaristas...!

4. Desdobramento.
Tarde é o que nunca chega. Se tudo correr bem, em breve – espero que já na próxima semana – a minha passagem por este espaço passa a quinzenal. Ganham os leitores, entre outras razões, porque descansam deste meu “chover no molhado” semanal. Ganho também eu; é que com um compasso mais lento a “obrigação” será mais tranquila. E, assim o espero, também bem mais proveitosa.

Do próprio, in A. O. 03/10/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, setembro 26, 2006

E nós por cá... tudo na mesma.



Completam-se hoje (ontem quando isto for publicado no AO*) 24 anos sobre a data em que, na Corunha, reuniu a Assembleia Fundadora do Bloco Nacionalista Galego. Vinte e quatro anos; quase tantos quantos aqueles que tem a democracia espanhola e a sua nova Constituição!
O exemplo mais visível é o económico. Mas não é só economicamente que a Espanha “dá cartas” a Portugal. Também no que respeita à consolidação da democracia, a Espanha, não obstante ter saído mais tarde da longa e cruel – mais cruel do que a portuguesa – ditadura que a atrofiou, está muito mais avançada do que Portugal. Pode mesmo dizer-se que entrou no século XXI de cabeça erguida, em nada se comparando com o vizinho ocidental, o Portugal complexado, colonodependente, cuja Constituição, mesmo depois das suas sucessivas revisões (a última das quais bem recente), continua tratando os Açores e a Madeira de forma muito semelhante com aquela que a Constituição de 1933 tratava Cabo Verde, São Tomé e as restantes colónias africanas.
Regressemos ao BNG. Com pouco mais de 10000 militantes, o “principal partido nacionalista galego da Galiza” tem autarcas eleitos em diversos concelhos da Galiza, deputados no Parlamento Galego, no Congresso Espanhol, tendo até, no auge daquele que foi o seu melhor ciclo eleitoral [1996; 2 deputados ao Congresso Espanhol/1997; 18 deputados no Parlamento Galego/1999; 589 deputados Municipais/2000; 3 deputados ao Congresso Espanhol], em 1999, eleito um deputado, Camilo Nogueira, para o Parlamento Europeu.
E nós por cá, como a lesma, sempre na mesma – “lá vamos, cantando e rindo, levados, levados sim...” –, continuamos resignados a uma Constituição que, para além de apelidar de fascistas a quem defende a autodeterminação da sua terra, insiste na proibição dos “Partidos Regionais”.

* Razões ainda não completamente esclarecidas levaram-me, ontem, a enviar via e.mail um anexo sem o respectivo texto. Resta-me pedir desculpas; ao A.O. (já dei conta do quanto atrapalhei) e aos leitores (fiquei sabendo que os há. Assíduos).
Do próprio, algures in A. O. 27/09/06

terça-feira, setembro 19, 2006

Ponta Delgada sem carros


Ponta Delgada, 08:45 de 19 Setembro de 2006

No âmbito da III Semana Europeia da Mobilidade, mais uma vez sem o desejado carácter formativo e sensibilizador para a problemática do uso excessivo de carros na cidade, tampouco alertando e fazendo pedagogia para uma maior utilização dos transportes públicos – e das vantagens da articulação destes com parques de estacionamento à entrada da cidade –, com horário restrito, e em zona delimitada, Ponta Delgada voltou também a celebrar o “Dia Sem Carros”.
Não fosse “a festa” – sempre ela; viva a animação –, e nem se tinha dado pela “coisa”!
De facto, uma “Ponta Delgada sem carros” é incompatível com a Ponta Delgada que gasta milhões para arrumar os carros no mais profundo do seu âmago. Tal como numa Ponta Delgada que retira aos peões o usufruto e fruição das suas centenárias artérias – transformando-as em apetecível negócio de parqueamento capaz de subordinar alguns agentes da PSP à eficácia do seu controlo – faz pouco ou nenhum sentido trnasformar o “Dia Sem Carros” numa iniciativa, importante, para a redução das deslocações em transporte individual.
Porque é que “progresso” há-de ser, necessariamente, sinónimo de betão?
Porque é que um mega parque de estacionamento não é instalado a norte da cidade (da zona do hospital, imaginem um semicírculo com um raio de 400 ou 500mt, tendo por eixo horizontal a via rápida)?
Assim, para aí também poderia ser deslocada a tal central rodoviária, podendo tudo isso ser o ponto de partida de um eficaz sistema de transportes públicos (melhorar o existente; mais “minibuses”, maior frequência na sua rotação, e, sobretudo, articular o preço do estacionamento com o uso do transporte público) cobrindo não só o centro urbano como ainda as áreas adjacentes, e contemplando a diversificação modal com a desejável incorporação de transportes de emissão zero.
Do próprio, in A. O. 19/09/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, setembro 12, 2006

Regressar a Santa Clara, à Nau da Índia, ao Apolinário, ao Farol.


FAROL: Local aprazado para a concentração; primeiros momentos.
Com os devidos agradecimentos ao "Zé Braçado" e VIDA NOVA FAROL

Estou de “peito cheio” com os primeiros resultados do “Projecto Participar” (o nome é já fruto do método). Ao sucesso da conferência – como parte interessada, perdoem-me a imodéstia –, seguiu-se outro; o da “visita guiada”. Um “brain-storming” que excedeu as expectativas, tanto quanto ao número de participantes, como, e sobretudo, no que concerne há qualidade e exequibilidade das ideias colhidas.
Em tarde de fim de verão, e até o sol mergulhar por completo por detrás da “Nordela”, calcorreamos “a beira da rocha”, entre “o Farol” e o “Calhau da Areia”, com a síntese da visita sendo efectuada paredes-meias com o “Castelhinho”, que, como alguém observou, dado o ambiente gerado (grupos familiares, conversas interessantes), já pouco faltava ao espaço para parecer um jardim.
Entre a “Ponta da Eira” (junto ao Farol), e a “Ponta da Sardinha” (a delgada e rasa (...)), recordando algumas das “bocas” que o meu texto de 29/08 suscitou, não pude deixar de relembrar o Apolinário Serrão e na sua história.
Repetindo a fonte; (Arq. dos Açores, Vol. X pg. 131 e seguintes), julgo não ser demais deixar-vos outras das preciosidades contidas num texto com mais de 400 anos, segundo o seu autor, escrito dentro da trincheira:
As cerca de 100 embarcações, que vindas por “Loeste” há mais de uma semana permaneciam ao largo da costa entre Santa Clara e Vila Franca, pertenciam à armada de Roberto de Bordéus, Conde de Essex, a mesma que no ano anterior havia tomado e saqueado Cadiz e Faro, então (Out. 1957), já acrescida com outros navios entretanto capturados. E foi neste cenário que o Governador mandou encalhar a Nau da Índia em pedra viva, com parte da descarga a fazer-se para as trincheiras de Santa Clara, em pequenos bateis, chegados até ao mar sobre parais.
Do próprio, in A. O. 12/09/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, setembro 05, 2006

Independência(s)



No fim da década de oitenta, já “agarrado” ao cáustico, irónico e bem escrito estilo; Miguel Esteves Cardoso, porém farto, e cansado, dos excessivos kilos de papel que tinha que comprar para satisfazer um vício naquela altura “embrulhado” entre as dezenas de páginas do pesado Expresso, foi com uma enorme expectativa que passei a acompanhar, amiúde, as notícias que davam conta do lançamento, para breve, de um novo projecto jornalístico, no qual MEC ocuparia um lugar de especial destaque. A ânsia foi tanta que, uma ou duas semanas antes da data efectiva de publicação do primeiro número de “ O Independente” – a 18 anos de distância (como o tempo voa), penso ter então havido um ligeiro atraso no lançamento do novo semanário – eu já andava a perguntar por uma novidade que o próprio vendedor desconhecia no quiosque em frente ao antigo porto da Calheta, onde fui levantar o número zero do INDY, e depois dele, religiosamente ao longo de muitos anos, até o espaço encerrar para mudança de ramo ( mesmo quando me ausentava o jornal que lá ficava sempre à minha espera), gerindo o atraso com que os jornais chegam a Ponta Delgada, continuei passando para trazer cerca de nove centenas dos números que se lhe seguiram.
A agonia era perceptível. Os seus últimos números, nunca perdendo a qualidade que desde a primeira hora o caracterizou, já pouco tinham a ver com o fulgor de outrora. Faltava ali qualquer coisa, também a genialidade de MEC. Pior do que tudo isso foi o INDY se ter deixado “apanhar”, mesmo que só temporariamente, como instrumento da ambição política de Paulo Portas. A partir daí, por maior que tenha sido o esforço para “o reabilitar”, nunca mais recuperou. Para quem se auto intitula de independente, não há nada pior do que a perca de independência.
Ficou a escola; o grafismo, a fotografia e as primeiras páginas são disso o exemplo mais visível. A primeira página do último Independente é um fruto desta escola. Ponto Final!
Do próprio, in A. O. 05/09/06; “Cá à minha moda”

terça-feira, agosto 29, 2006

A nau que encalhou no lugar da ponta delgada


(Clikando aumentam)
Cartaz roubado aqui
e foto das três pontas; a da eira (farol) em primeiro plano, a da "Sardinha" a meio (quase no alinhamento do barco), e a da Galera, lá no horizonte à esquerda (só aumentando)


Aos que vão a Santa Clara nestes dias, sobretudo para aqueles que ao passarem pela “barraquinha da igreja”, olhando o mar e o horizonte (ao por do sol de preferência) conseguem ainda recordar a “Ponta da Sardinha” antes desta se ter tornado depósito de entulho, aqui fica uma pequena história.
Decorria o ano de 1597 (já D. António Pior do Crato havia falecido. É importante!), estava toda a costa sul da ilha cercada por naus inglesas, quando na manhã do dia 17 Outubro, à saída da missa, o Governador foi avisado que vinda de Poente, perto de terra, já aproximando-se do porto, navegava uma nau aparentando vir da Índia, logo, com valioso carregamento nos porões.
Sem perder tempo, foi o próprio governante quem atravessou Ponta Delgada a galope, e, já em Santa Clara, confirmando a missiva recebida e antevendo a nau já a ser pilhada, lamenta não ter como avisar a tripulação de que os navios que dela se aproximam são inimigos. Logo junto dele se apresenta um jovem, em calções, oferecendo-se para chegar a nado até à nau, para isso só aguardando ordens, e que lhe fosse transmitido o recado a dar. O governador emocionado e agradecido, abençoando-o, apenas lhe pede para avisar o pessoal de bordo do perigo que correm, sugerindo-lhes que o melhor que têm a fazer é entrar por terra adentro para por ali mesmo descarregarem o navio. O jovem lançou-se ao mar sem medo, e, “nadando como um golfinho” por entre as ondas, cumpriu com o que lhe fora confiado. O “inimigo” perdeu a nau, salvando-se a rica carga.
Chamava-se Apolinário. Apolinário Sarrão (Arquivo dos Açores, Vol. X pg. 131 e seguintes), e a sua missão bem que podia ser dada a qualquer um dos muitos jovens que ainda vi nadar desde o “Calhau da Areia” até avistarem o Relógio da Matriz.
“Coisa de rapazes de Santa Clara”!
Do próprio, in A. O. 29/08/06; “Cá à minha moda”