sábado, novembro 27, 2010

 

SANTA CLARA: “Um retrato da alma popular, milagre de vontade”



Gráficos obtidos aqui: http://www.cdsantaclara.pt/index.php ("Clikando" ampliam)

É certo - e lamentável - que quem mais razões tinha para estar quieto e calado é quem mais se mexe, “bota palavra” e estrebucha;

É certo - e lamentável - que quem nem o dever mínimo de sócio foi capaz de cumprir (não pagar as cotas durante mais de quatro anos é desrespeito suficiente para deixar envergonhado quem vergonha tivesse) é quem mais se vitimiza, e reclama, por direitos que só muito duvidosamente os pode exigir e usar;

Mas o mais certo é que os números não enganam, e como que se já não bastassem os que demonstram com clareza o bom caminho percorrido – o que isso deve doer a muitos, e sobretudo a quem, abusivamente pago para tal, entre o muito mais, negligenciou (e com isso fez perder) importantes receitas para o CDSC e acrescer significativas despesas –, agora, há outros números também absolutamente clarificadores:

Mais de 90% de votos obtidos, com o universo de votantes a duplicar quando comparado com as últimas eleições disputadas nas mesmas condições (lista única): foi muito bom!
Melhor ainda foi o número, e a qualidade, dos apoios congregados, mais de uma centena deles registados nas listas de apoio e subscrição da candidatura.

Foi tão bom que até hoje, Sábado, o dia nasceu com um sol radioso.

Mas, atenção, bom também é não esquecer que o mais importante é mesmo CONTINUAR NO BOM CAMINHO. E daqui para lá será cada vez mais difícil: “quanto mais se sobe a montanha mais penoso é o trilho”!

Força, parabéns e muitas felicidades.

terça-feira, novembro 23, 2010

 

Santa Clara: continuar no bom caminho


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Gráficos obtidos aqui: http://www.cdsantaclara.pt/index.php ("Clikando" ampliam)

Mais do que um bom slogan de campanha, neste momento, para o Clube Desportivo Santa Clara, “Continuar no bom caminho” é um imperativo, uma empreitada crucial para desembaraçar o clube do aflitivo garrote que o vem estrangulando há quase uma década, sufoco que nos dois últimos anos, felizmente, tem conhecido algum alívio.
Só é possível “Continuar no bom caminho” porque já se começou a trilhar este mesmo caminho. Um facto inegável para todos, até para aqueles a quem, por razões óbvias, não interessava reconhecer que assim é. Uma das demonstrações disso é ler e ouvir as criticas vindas dos que ainda não há muito tempo pareciam indiferentes aos Estatutos do clube transgredido-os de forma grosseira, e que hoje, evocando-os com zelo, apontam como exemplos de incumprimento aspectos bem menos graves e significativos do que aqueles que antes violavam a torto e a direito. Para não falar de outras questões, pergunto:
- Quem não se recorda da forma pouco ortodoxa, bem como do sistemático atraso, com que as contas do Santa Clara eram apresentadas para aprovação aos sócios em Assembleia-geral?
- E de quando os directores se auto remuneravam com despudor quando os Estatutos determinavam que os dirigentes eleitos não podiam exercer funções remuneradas?
Mas bem bom que agora já se lembram e evocam os Estatutos: é um óbvio sinal que o Santa Clara já está no bom caminho!
Ironias à parte, não restam dúvidas que tem sido a boa gestão imprimida por aqueles que nos últimos tempos comandam os destinos dos Santa Clara aquilo que melhor explícita que o clube está no bom caminho. Nunca será demais recordar que em 2007 o deficit acumulado do CDSC rodava os 18M€; que apenas de 2000 a 2003 o clube acumulou um deficit 11M€ (só por conta do ano de 2003 foram 5M€). Depois, entre os anos 2004 e 2007, não foi muito diferente: foram entretanto acrescentados cerca de mais 7M€ ao enorme deficit que entretanto já se acumulara.
Só a partir de 2008 a situação começou a ganhar algum equilíbrio: (– 150.000 €) foi o resultado apresentado em 2008/09; + 200.000 € foi o resultado de 2009/10; e + 0,5M€, não havendo sobressaltos, é o resultado previsto para a presente época. Isto sim é “Bom Caminho”!
Bom caminho também é, não obstante a significativa redução de custos com o futebol profissional verificada, o bom desempenho desportivo patenteado ultimamente, com a equipa a disputar até ao último jogo, em duas épocas consecutivas, a possibilidade de subida à liga principal. Tal como bom caminho é o rigor, a transparência e as preocupações com a observância de questões fundamentais, como a atempada prestação de contas como progressivamente se passou a efectuar, com a última AG - infelizmente mediatizada não pelos melhores motivos – sendo a primeira em muitos anos onde foram apresentados resultados positivos, e, tão ou mais importante do que isso, levada a cabo dentro dos prazos estatutariamente estipulados.
Há outras questões a melhorar? Claro! É sempre possível fazer melhor, embora quanto maior é o percurso percorrido mais difícil se torne palmilhar o que dele sobra. De uma coisa, porém, não restam dúvidas nenhumas: o mais importante é “Continuar no bom caminho”, pois só assim será possível ver compensado o muito trabalho já desenvolvido, para mais, tratando-se de trabalho efectuado de forma generosa, desinteressada e altruísta – em contraste com um passado onde além das obscenas remunerações arrancadas não faltaram casos de usurpação, negligência e oportunismo –, a grande e dedicada tarefa que está na base da visível inversão de rumo que facilmente já se pode observar.

A.O. 11/23/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)

terça-feira, novembro 09, 2010

 

Se a moda pegasse até podia ser uma limpeza



Um destes dias, reencaminhado por alguém que habitualmente não envia “lixo” – e só por isso abri aquela mensagem com não sei quantos destinatários associados, tipo corrente a não interromper –, sem lhe faltar os avisos de “MUITO FORTE”, “VIOLENTO”, caiu também na minha caixa de correio o vídeo do politico americano que se suicidou em plena conferência de imprensa, por, segundo se dizia no e-mail que o acompanhava, ter sido apanhado nas malhas da justiça por corrupção, processo cujo montante, tal como também lá dizia, era somente de 15.000 U$D.
Ao visionar as imagens e mensagens contidas no ficheiro recebido recordei-me que já as vira noutra ocasião, que o caso ali registado não era assim tão recente, tampouco era assim tão reduzido o verdadeiro valor em causa. Mas nem o tempo que entretanto passou ou a diferença de valores apresentadas reduzem, em nada, o interesse e a oportunidade em recordar aquele dramático episódio: é que, “vergonha na cara”, aquilo que na altura não faltou ao mediático suicida, é coisa cada vez mais rara, atributo entretanto praticamente inexistente, que, tal como a honra ou a palavra dada, são marcas de carácter em continua desvalorização!
Se neste último quarto de século – foi em Janeiro de 1987 que Robert Dwyer, Secretário do Tesouro republicano, confrontado com uma acusação de corrupção cujos 300.000 U$D em causa o comprometiam implicando também mais uns quantos dos seus correligionários partidários optou por se suicidar frente a um batalhão de jornalistas – todos os corruptos implicados em processos de valor igual ou semelhante adoptassem a mesma atitude, com certeza o mundo estaria bem melhor. E nem é necessário olharmos para o lado de lá do Atlântico, onde, apesar de tudo, a justiça funciona e os “Bernard Madoffes” em poucos meses são julgados e encarcerados. Bastará apenas mirar aqui bem mais perto, para a direita, fixando-nos nos BPNs e em mais uns quantos pardais, ou para esquerda, nas “Faces ocultas” e outros que tais, para se avaliar a amplitude da limpeza caso o incidente Robert Dwyer fizesse escola. Bem vistas as coisas, e falando mais a sério, nem seria necessário chegar a tamanho exagero. Suficiente já seria a adopção de comportamentos ética e moralmente mais sóbrios e recomendáveis: como custa vê-los, por vezes já como arguidos, usando este estatuto não só para se defenderem, mas, sobretudo, poderem manter, prolongar e até acrescentar duvidosas benesses e mordomias!
Foi realmente dramática e muito violenta a forma como Bob Dwyer lidou com a acusação que sobre ele pendeu, cujas imagens, agora tão divulgadas, além de incomodar quem as visiona dão ainda muito que pensar. Mas também não deixará de ser tão ou mais violenta – embora menos dramática, admito – a forma como uns quantos, no extremo oposto, sem “pinga de vergonha na cara”, lidam com situações similares.
Nem oito nem oitenta – nada como qualquer coisa entre o trinta e o quarenta e dois –, mas começam a ser mais que muitos os casos que vão conhecendo a luz do dia, com os respectivos implicados a usar e abusar da desfaçatez.

A.O. 11/09/10; “Cá à minha moda" (revisto e ligeiramente acrescentado)

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