quinta-feira, novembro 24, 2005

 

Calado, calado….chega lá!



Hirto, sisudo, tecnocraticamente dizendo nada ou muito pouco, mas tirando todo o partido do muito que os principais adversários vão revelando de si próprios – um autêntico auto-flagelo –, tudo parece indicar que “a esfinge”, afinal, para lá caminha.

Mais “mentira” menos “mentira” (as meias verdades são piores que a mentira), e, ou muito me engano, ou ainda todos veremos Sócrates verdadeiramente feliz. Bem vistas as coisas, é a confirmação – com direito a repetição – de uma vitória ainda recente!

terça-feira, novembro 22, 2005

 

Férias do AO; "Crónicas do Aquém"


Sol, areia leitura e repouso na companhia de um burro de olhos bem abertos!


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Sessenta e três semanas depois de, ininterruptamente, nunca vos faltado – isto é válido para os que gostam, para os que não gostam, e ainda para aqueles que “comem sem gostar” – com estes meus humildes, mas honrados, 1400 caracteres semanais, entendo ser tempo de interromper esta empreitada. Não sei por quanto tempo, mas necessito parar. Sinto-me como uma esponja retorcida; seco, já sem pinga, a carecer urgentemente de restabelecer a humidade vital para subsistir neste ácido micro clima. E tudo isso se torna ainda mais necessário quando, como se já não bastasse ser “azedo”, também não é lá muito abundante “o sumo que daqui se aproveita”!
Se, por vezes, não foi fácil chegar ao fim do Domingo – pior ainda às 16/17 horas da Segunda-feira – sem ter “alinhavado” o tema que haveria de, por fim, aliviar a angustiante “página em branco da cachola”, logo tudo isso fica recompensado, de forma bastante gratificante, com o “feed-back” recebido por uma qualquer singela abordagem de rua, sobretudo quando vinda de quem, não pertencendo ao número daqueles com quem nos relacionamos, de propósito se nos dirige para mostrar o agrado por algo que leu, mesmo quando com a sua simpatia nos obriga a exercitar a memória. Bom, restará dizer que, para o bem e para o mal, aqueles a quem desagradamos raramente disso nos dão conta.
Olhem; foi bom, eu gostei! Só espero que também tenham gostado.
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém

terça-feira, novembro 15, 2005

 

Mar agitado


Recorte da capa do Livro"Os Açores e o Controlo do Atlântico" de António José Tello
(O arquipélago em fundo é Cabo Verde, e, ambos os vigilantes soldados representados, pertencem ao exército da mesma potência colonizadora. "click" sobre a imagem para a ampliar)

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Sempre o afirmei – e mantenho – que uma das mais significativas conquistas da “Nova Autonomia” foi a Lei das Finanças Regionais!
É que, ter o “capataz da quinta” e o “gerente responsável pelo rectângulo”, ora às turras ora de braço dado consoante a cor da fatiota que envergam; ou então, nos períodos em que ambos usam em simultâneo o mesmo uniforme – como é mais uma vez o caso –, deixar ao livre arbítrio “dos seus azeites” num determinado momento a decisão sobre regras fundamentais “do jogo”, não só não dignifica os directamente envolvidos – apesar de em política valer quase tudo, incluindo; colocar e retirar óculos escuros –, como ainda acrescenta o risco de descredibilizar, ainda mais, aquilo que pomposamente se convencionou chamar de; “relações institucionais entre o Estado e a Região”.
Dispensava-se perfeitamente o anúncio prévio – tipo justificação – feito pelo PGA sobre a intenção de voto dos deputados do PS/Açores por ocasião da aprovação do OGE. Situação que, após um balanço aos danos, se torna ainda mais evidente! Mas, convicto que estou que a mentira – ou as meias verdades; no caso, com igual ou piores efeitos – têm sua origem no outro lado do atlântico, sinto uma enorme pena que, no mínimo, outros três deputados não tivessem acompanhado Manuel Alegre na sua simbólica saída do hemiciclo!
Haverá pior dependência do que não ter a autonómica capacidade de exigir a defesa da escassa autonomia entretanto já consagrada como conquista?
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém

terça-feira, novembro 08, 2005

 

Pois é…


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(Click sobre as imagens para as ampliar permitindo a leitura dos documentos)

1 - Rolando Viveiros ("proprietário", e 1º Presidente da AFSM)
2 - Trecho da primeira acta da Associação de Foot-ball de S. Miguel.
3 - Dr. Francisco Luís Tavares (2º Presidente da AFSM; o 1º eleito)
4 - Última das várias folhas dos estatutos da AFSM que dão origem ao seu Alvará
5- Dr. Lúcio Agnelo Casimiro (3º Presidente da AFSM; o 1º após o alvará)

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Ao invés de outros, que, com mentira e sem necessidade, acrescentam – vá lá saber-se porquê? – mais uma série de anos ao seu real tempo de existência, a ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE PONTA DELGADA é de facto uma verdadeira octogenária!
O 4 Novembro de 1924, assumido como o da fundação da AFPD, corresponde à data de obtenção do alvará da então designada ASSOCIAÇÃO DE FOOT-BALL DE SAN MIGUEL, uma “certidão de nascimento” conseguida “na fronteira” entre as presidências dos Drs; Francisco Luís Tavares (primeiro presidente eleito), e Lúcio Agnelo Casimiro, respectivamente, segundo e terceiro presidentes daquela colectividade, tinha já então “a criança” um ano e vários meses de uma já bastante atribulada existência, iniciada a 14 de Abril de 1923 “ao colo” do dinâmico e visionário Rolando de Viveiros, então, no papel de “seu proprietário”.
São estes e outros factos que demonstram o ridículo dos que, com balelas do género; “E assim se constituiu o primeiro grupo de jogadores (…) Com esta formação o CDSC ganhou o seu primeiro campeonato, organizado pela então chamada Associação de Futebol de S. Miguel, em 1922”, inventaram a farsa do 31 Janeiro de 1921, bem como daqueles que, ainda hoje, recusando-se corrigir uma óbvia mentira, continuam, procurando justificar o injustificável, a tentar “cobrir o sol com uma peneira”!
Não tendo sido possível corresponder ao convite formulado, aqui fica o registo das minhas felicitações pelo 81º aniversário da AFPD.
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém

terça-feira, novembro 01, 2005

 

Terramotos




Aqui, em terra que treme quase todos os dias, não obstante, quer a actualidade quer a própria data sugerir outros bons temas para esta coluna, mesmo correndo o risco de o ter de fazer em variada – e bem mais competente companhia – não quero deixar de aproveitar a coincidência (há 250 anos, foi exactamente na manhã deste dia que Lisboa sofreu as vicissitudes de uma das maiores catástrofes naturais da época, influindo inclusive no pensamento filosófico de então) para, a meu modo, também recuar até ao tenebroso abalo sísmico de 1755, e às suas humanas "réplicas"; é que, de facto, se não há duvidas que foi a natureza quem produziu o fenómeno que haveria de fazer de um pobre e pouco distinto nobre, o futuro Marquês de Pombal, dúvidas também não existem sobre o facto de o ultra absolutista homem de confiança de D. José ter, ele próprio, se encarregue de “criar” as não menos malévolas e persistentes “réplicas” – com os golpes que desferiu na educação e na economia de um Portugal já então, de si, debilitado – que se seguiram àquele enorme tormento natural.
Para a posteridade, à vista de todos, ficou a “baixa pombalina branca”, da qual, o próprio, de cima de alto pedestal acompanhado do seu inseparável leão, parece zelar. Mas a história – em parte já não tão divulgada. Claro! – também regista a sua condenação a desterro perpétuo; acusado de corrupção, fraude e abuso do poder!
Mal por mal...........
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém

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