terça-feira, março 27, 2007

 

A propósito de um “Diga Leitor” (23/03/07)

Irei, por bem, deixar passar; o “inqualificável”, o “despropositada”, e o “é de lastimar” – nem sempre as palavras identificam quem as usa –, e vou abordar, só ao de leve, as básicas inverdades habituais, no caso; a época em que decorreu o primeiro campeonato (1923/24), quem o venceu (o SCFC), e quem, em 1927, ganhou o direito à posse do troféu correspondente (o CUS).
Feito isso, regressemos à data de fundação do CDSC (atenção; do CDSC! É que, embora os defensores da “farsa do 31 Janeiro de 1921” tudo façam para o esconder, facto é que antes do CDSC existiram outros “Santa Claras”). Mantenho (tal como as alvíssaras); são de Maio de 1927 as primeiras referências ao CDSC.
É velha e nebulosa – presa à responsabilidade de alguns no aniquilamento do Santa Clara Foot-ball Club – “a tese” da alteração de denominação. Mas ao invés do que por exemplo ocorreu com a AFSM/AFPD, no caso do SCFCvsCDSC não foi isso que aconteceu. O documento de fundação do CDSC (acta de 21 Junho de 1927 onde está exarada a versão original dos Estatutos e registada a sua aprovação) é disso prova cabal. Passo a citar: art. 1º; “Com a denominação de Clube Desportivo Santa Clara (C.D.S.C.) é fundada uma agremiação (…)”. A mesma demonstração pode ser feita noutros documentos, alguns fundamentais, como por exemplo; o primeiro pedido de inscrição do CDSC na AFSM. Volto a citar: “Tendo-se fundado nesta cidade uma nova agremiação desportiva (…)”, “Para este novo clube entraram alguns dos jogadores do antigo clube Santa Clara F. Club, (…)” – os sublinhados são meus.
Caricato – aqui sim, aplicar-se-ia, com propósito, o “intrigante” e o “incompreensível” – é que, com verdade – e JUSTIÇA –, nenhum dos três Santas Claras “oficiais”; SCFC, Sport Club Santa Clara e CDSC, foi fundado a 31 Janeiro de 1921.
Esta é que é esta (sobre isso dobro as alvíssaras)!
Do próprio, in A. O. 27/03/07; “Cá à minha moda”

terça-feira, março 13, 2007

 

O “Castelinho de Santa Clara”

A proposta do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Clara – para que a CMPD desencadeie o processo de classificação do Forte de Santa Clara como “Imóvel de Interesse Municipal” –, ao ter sido aprovada por unanimidade na última Assembleia Municipal (28Fev2007), acabou constituindo mais um importante passo na valorização do património edificado dos Açores, e um forte contributo para a desejada requalificação da zona histórica de Santa Clara, tal como da sua memorável orla marítima, na qual se encontra a ponta que dá nome a Ponta Delgada.
Ainda com Vila Franca como capital, sendo então o lugar da ponta delgada não mais do que um “solitário ermo” – dá-nos disso conta Gaspar Frutuoso ao narrar a caça aos porcos monteses –, e, possivelmente, devido “à ponta delgada e rasa …”, já a zona que depois se chamaria Santa Clara era uma marcante referência a sudoeste da ilha. Nos primeiros tempos de Ponta Delgada, continuando com Frutuoso, mas agora quando localiza e descreve a casa de Francisco Arruda da Costa – “cercada de muro e cubelos” (…) “tudo muito defensável” –, é clara a noção que fica da necessidade em defender a vulnerabilidade do Calhau da Areia, “pequena baía de areia” entre duas pontas; a Delgada a poente, e a dos Algares a nascente. Mas, é de 1597 – já com outro; o próprio Governador, como cronista – o registo de uma das mais espectaculares histórias de defesa da ilha, também com a orla marítima de Santa Clara em cenário e um jovem; Apolinário Sarrão, como herói. Desde então “o Castelinho”, cuja primeira grande reparação foi efectuada três anos após a defenestração de Miguel de Vasconcelos, segue seu percurso, longo, História com cerca de 400 anos, os últimos dos quais, tendo em conta o estado a que chegou, não orgulham quem quer que seja!
Do próprio, in A. O. 13/03/07; “Cá à minha moda”

sábado, março 03, 2007

 

O “jogo de cintura” e os factos II

É como se segue o novo artigo primeiro dos estatutos do CDSC:
“O Clube Desportivo Santa Clara, abreviadamente designado por C. D. S. C., herdeiro das primeiras associações desportivas da zona de Santa Clara, com data de constituição popular assumida de 31 Janeiro de 1921 e formalização legal em 29 de Julho de 1927, pessoa colectiva de direito privado, de tipo associativa, qualificada de Instituição de Utilidade Pública pela Resolução do Governo Regional dos Açores nº 388/87, é uma Colectividade Desportiva, recreativa, educativa e cultural, de duração ilimitada, que se rege pelos presentes Estatutos, regulamentos internos e pela Legislação em vigor.”
Seguindo a mesma lógica, não fora o visível clima de birrenta teimosia que este tema sempre faz surgir, seria esta a proposta (até admitindo prescindir do que nela está entre parêntesis) que me tentou a mais algum esforço:
“O Clube Desportivo Santa Clara, (fundado a 21 Junho de 1927,) abreviadamente designado por C. D. S. C., pessoa colectiva de direito privado tipo associativa, com Alvará concedido pelo Governo Civil de Ponta Delgada a 29 de Julho de 1927 e qualificado de Instituição de Utilidade Pública pela Resolução do Governo Regional dos Açores nº 388/87, é uma Colectividade Desportiva, recreativa, educativa e cultural, de duração ilimitada, que se rege pelos presentes Estatutos, Regulamentos internos e pela Legislação em vigor.
1 – O C.D.S.C. é o herdeiro natural dos vários grupos desportivos que o precederam no bairro de onde é originário, nomeadamente os dois “Santa Clara” antes dele também filiados na “Associação de Foot-ball de Sam Miguel”, hoje; Associação de Futebol de Ponta Delgada.
2 – Desde 1949 que o C.D.S.C. comemora o seu aniversário tendo por referência o 31 Janeiro de 1921.”
Esta é a verdade. Dura. Que dói; como também dói ver tudo regressar à estaca zero!
Do próprio, in A. O. 04/03/07; “Cá à minha moda”

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