quinta-feira, setembro 30, 2004

 

STOP AND GO

Primeiro, as festas de Santa Clara de 2004, e por via destas, o anormal número de santaclarenses dispersos pelo mundo – alguns deles merecendo-me atenção especial – que este ano cá se juntaram, mas sobretudo, um enorme imprevisto; facto que praticamente ocupou – e ainda ocupa – uma parte substancial do tempo que estipulei dedicar a este BLOG, provocaram a paragem que agora quero recuperar.
No entretanto resolvi um problema – OBRIGADO Nuno Barata – com o “template” do Blog; a inclusão do campo “CONTRIBUTOS”, na esperança que este venha a ter muito, e o devido, uso.
Veremos se "a coisa", agora, arranca definitivamente.

terça-feira, setembro 28, 2004

 

Invasão alada

Chegaram já há alguns anos, instalaram-se socializando a coberto de uma das nossas características mais marcantes; a passividade!
Quando a praga estava circunscrita e era mais fácil a sua exterminação, nada fizemos. Como de costume, aguardamos que agissem por nós.
Determinante foi também a ignorância. Confundindo estes trituradores insaciáveis com outros seres menos malignos com os quais desde há muito convivemos, contribuímos para a sua proliferação. Hoje estamos perante um fenómeno que atinge níveis catastróficos. Uma situação dramática pois esta nefasta espécie sobrevive à custa dos avultados prejuízos que causa e da enorme destruição patrimonial que provoca.
Refiro-me, claro, à infestação de térmitas – cryptotermes brevis – que grassa em Ponta Delgada, assumindo já contornos de calamidade pública sem que exista, ainda, uma estratégia de actuação concertada, superiormente definida, nem mesmo quando o assunto já chegou à Provedoria da Justiça!
Enganam-se os que pensam ser este um problema exclusivo da zona histórica da cidade. São já conhecidas infestações fora do núcleo central do burgo; desde a “Calheta” até Santa Clara.
Mais uma vez seria bom seguir o exemplo da Terceira, onde os nossos patrícios, bem mais cautelosos e precavidos – como sempre –, já fizeram os responsáveis encarar a situação sem rodeios.
Nós por cá; é o “assobiar para o lado” do costume!

Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém

terça-feira, setembro 21, 2004

 

O Castelinho

Denotando lamentável estado de ruína e degradação, apenas protegido de ainda maior devassa pelo silvado que o ocupa por completo, o Castelinho de Santa Clara, autêntica relíquia da defesa costeira de Ponta Delgada, devia merecer melhor sorte e ser tratado com maior dignidade.
Aquela construção militar e a história de Ponta Delgada cruzam-se várias vezes, algumas delas, no recôndito dos tempos do lugar da ponta delgada.
Pelo menos na sua localização, o “Castelinho” e a imponente propriedade de Francisco Arruda da Costa – “cercada de muro e cubelos, com sua porta para o mar, tudo muito defensável, e pegado com a porta de Santa Clara por ali estar a igreja paroquial desta Santa, onde se acaba a principal costa da cidade” – partilham, segundo detalhada descrição de Gaspar Frutuoso – “Além, pouco espaço da Fortaleza para loeste, está uma ponta que se chama a Ponta dos Algares , (…) , e logo está uma pequena baía de areia, defronte das casas do generoso e em tudo grandioso Francisco Arruda da Costa” -, a mesma zona.
“Ainda será tempo de acordar e de agir?”, escreveu Manuel Ferreira em “As voltas que Santa Clara deu” livro com preciosos detalhes sobre o assunto. Nunca o será demais recordar nem repetir!Para restaurar, preservar e manter o Castelinho, nada como dar-lhe uso. Sobretudo agora que Santa Clara é já uma freguesia, e todas as instalações disponíveis nunca serão demais!

Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém

terça-feira, setembro 14, 2004

 

A quem pedir responsabilidades?

Até pouco antes de 1998, início da era da leviandade e da ilusão, tendo como termo de comparação os restantes clubes de futebol nos Açores, tinha então o CDSC um nível de organização médio e era detentor de um património invejável – livre de ónus –, em nítida fase de crescimento e valorização. O clube era também já então, de modo sadio e dentro dos parâmetros da sua estrutura tradicional – e isso é fundamental dizê-lo – líder no panorama futebolístico dos Açores!
No auge das facilidades, ao dinheiro que então parecia fácil e inesgotável, não deram aplicação de médio e longo prazo por forma a potenciar crescimento sustentável e consolidado, acautelando assim o futuro do clube! Em vez disso, desbarataram sem pudor, gastando o que tinham e o que não tinham, satisfazendo oportunismos e clientelas, alimentando vaidades e vícios, tudo feito sem um mínimo de rigor e transparência, num sistemático rodopio de irregularidades que persistem sob a protecção de uma enorme teia de cumplicidades!
Não era necessário ser bruxo para adivinhar que tudo isso iria ser dramático para o “Santa Clara”; que a histeria (quase) colectiva um dia terá de ter fim; e que os vaidosos oportunistas, uns atrás dos outros – há que proteger a retaguarda –, assobiando para o lado, tentarão sair de mansinho para não agitar muito as águas.
Impõe-se uma auditoria. Já! Quem não deve, não teme.

Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém

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