domingo, abril 30, 2006

 

Satisfazendo mais um pedido

Correndo o risco de continuar a ser mal interpretado – espero que, mais cedo ou mais tarde, isso passe! - e, desta vez, satisfazendo o pedido de Ledif (Fidel de trás para a frente) tal como já satisfiz – julgo eu – do LSMelo, aqui vai mais uma série de fotos, agora, de uma Cuba mais profunda embora ainda só a cerca de 100 km de Havana; La Palma, pequena capital municipal, a curta distância, para ocidente, do histórico porto de “Baía Honda”.

Neste pequeno povoado comprei um Mark Twain - um dos 10 livros que adquiri em Cuba (um deles, na "Praça de Armas", uma autêntica jóia de alfarrábio. E quantas outras joías lá estavam???) - que estava marcado em “pesos populares”, embora o tenha pago em “pesos convertíveis”, moeda em que me foi dado o respectivo troco. “Cronista de su época”, é a reunião de um conjunto de textos (crónicas, notas, cartas) reunidos por Isabel Fernandez Lopéz, e levados ao prelo pela Editorial Arte y Literatura de Havana.

Eis então:


A Livraria

A Cafetaria ........A Farmácia

E, já agora,

a loja de "artigos capitalistas", uma das muitas da cadeia Palamares (uma empresa estatal de distribuição de refeições ligeiras e bebidas, onde só se pode comprar em moeda convertível, mas que é muito procurada, e desejada, pelos locais), estabelecimento com ar condicionado e outros confortos não muito comuns à maioria esmagadora dos cubanos, e como tal, com “ bixa” para lá se entrar. Como se vê!

Nota: Era um funcionário público o segurança (se calhar, tal como outro segurança que conheci em Havana, com um curso médio de desenho mecânico, e carteira profissional de “bate chapa” e de Torneiro Mecânico, mas que, não obstante a suposta enorme planificação da economia cubana, não tem outra alternativa senão ser segurança. No caso do Jimenez, numa universidade), e quem controlava as entradas. Lá dentro, a casa está lotada; sai um, entra outro!.


sábado, abril 29, 2006

 

Contrastes premonitórios

A “provocação” do “Anonymous piscador de olhos” (se não fores o “bófia” não me deixes continuar pensando que o és) e o apoio/amparo que o Açor quis dar, mexeram com a memória de outras viagens “exóticas”. “Amanhem-se” uns, desculpem lá os outros! A “talho de foice”, vou tentar também corresponder ao apelo do LSMelo.

Tal como me aconteceu à mais de vinte anos quando visitei a União Soviética – onde por exemplo, depois de deambular durante mais de uma hora por um emaranhado de ruas à volta do hotel em Moscovo onde fiquei, acabei entrando num centro comercial, muito semelhante ao que, à época, era o Centro Comercial de Alvalade (Lisboa), local onde, para além de escutar música que na altura se podia ouvir nos mais actualizados circuitos comerciais, pude também “jogar” em “slot machines (aí tirei o único “jack pot” da minha vida. Com tanto dinheiro, então, até uma bicicleta trouxe da Rússia para o meu filho), e conviver com jovens em nada diferentes (aspecto, forma vestir, gostos musicais, temas de conversa, assuntos de interesse) dos que conhecia, ou havia contactado, um pouco por toda a parte do “mundo capitalista” –, também em Cuba, muito recentemente, fora dos circuitos turísticos, qualquer espírito curioso, com olhos e ouvidos bem abertos, já consegue pressentir a mudança.
(a bicicleta soviética, e o ciclista a quem ela se destinou, hoje um homem, e que se me ouvir - ele ouve-me pouco - deveria ir complementar a sua formação a Cuba; do melhor que há na sua área de especialidade.)
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Eu até diria mais; parece-me ser a natureza, e o extraordinário vigor físico com que esta presenteia o “velho guerrilheiro", o que mais contribuiu para que em Cuba, aparentemente, “tudo siga sem câmbio”!
Mais do que “o colete-de-forças” que o regime impõe – é um facto! –, há uma enorme parcela da população (principalmente nos escalões etários superiores) que mesmo criticando e lamentando as suas dificuldades com que vive, por gratidão para com “o Manolo” (nome meio carinhoso, meio jocoso que chamam a Fidel), não se importam de esperar pacientemente – e paciência é o que não falta aos cubanos –, mais um pouco, para poupar ao seu líder o desgosto de ter de ver o desmoronar do “paraíso” em que acreditou, e, quero crer, ainda acredita. Romantismos!
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Vamos então aos tais contrastes anunciados em título:
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MERCADOS
Da Cuba "capitalista".....Da Cuba Popular
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NEGÓCIOS
Da Cuba "capitalista"....................Da Cuba popular
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COMÉRCIO

Da Cuba "capitalista"...........Da Cuba popular (entre o carro vermelho e o azul, mesmo em frente à loja da ADIDAS, lá está um outro estabelecimento comercial)

Da Cuba em transição ; (a prateleira à esquerda tem artigos à venda na moeda popular, mas os expostos nas duas da frente só com pesos convertíveis podem ser adquiridas)

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LAZER, ALIMENTAÇÃO e BEBIDAS

Da Cuba "capitalista" (não fiz - e recuso-me a "postar" - fotos em Varadeiro)

Da Cuba popular, um dos muitos bares que se vê no coração de Havana [N/S; da Concórdia até à Simão Bolivar(Reina), e, E/O; da Padre Varela(Belascoain) até à Av. de Italia (Galiano)], e esta linda praia (também numa peninsula muito concorrida pelo turismo; a de Zapata), mas onde os baleáreos e sanitários fazem lembrar - para muito pior - o "Jácome Correia" da minha infância.

Nota: para já, nem todas as fotos, com um "clikc", se conseguem ampliar. Tentarei melhorar!


sexta-feira, abril 28, 2006

 

CUBA LIBRE

Por coincidência - será? - , tal como nos Açores tudo começou nas últimas décadas do século XIX. Quanto ao mais importante, decorreu também, mesmo nos últimos anos daquele século; outros tempos, outra gente!



José Martí Pérez,
de repente, até faz lembrar Gil Mont'alverne de Sequeira ou Aristides Moreira da Motta


Quando se fala em “Revolução Cubana”, ocorre-nos de imediato os nomes de CHE, Fidel e o alargado grupo dos seus companheiros de armas - Camilo Cifuentes por exemplo. Alguém sabe o que foi feito dele? - que no fim da década de 50 do século XX lhes ajudaram a derrubar o regime de Fulgêncio Batista. Porém, de facto, a verdadeira “Revolução Cubana” aconteceu quase um século antes (1868-1898), após um longo processo de luta pela emancipação daquela ilha do jugo do império Espanhol, que depois de uma série de bem sucedidas expedições, com homens, armas e munições a chegarem regularmente dos EUA, culmina na “invasão libertadora”.
Papéis importantes tiveram; O Partido Liberal Cubano, cuja divisa era; “autonomia como única solução prática e salvadora”, o Partido Autonomista, no qual se perfilavam os patriotas cubanos melhor preparados politicamente, porém, contrários a uma solução belicista, e o Partido Revolucionário Cubano, que, com José Martí (Pérez) como seu grande impulsionador, tinha – teve – como única finalidade conseguir a Independência de Cuba recorrendo à luta armada. A estes três partidos acresce ainda um outro, praticamente constituído por “peninsulares”, e demasiado comprometido com a defesa de resquícios esclavagistas; o Partido da União Constitucional.
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Ps- (à atenção do Açor, e do anónimo “piscador” de olhos):
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Estive em Cuba com o mesmo espírito, e curiosidade, com que em 1985 fui à ex-União Soviética; Moscovo, Leninegrado e Kiev. Tal como então, “cheirou-me” a mudança para breve. Não costumo enganar-me nestes “palpites”. Veremos!

quinta-feira, abril 27, 2006

 

Regressado da ilha de José Martí Pérez;

Um Apostolo e Pai da Pátria consensual, quer para Fulgencio (Batista), como também para Fidel (de Castro).

Mas é CHE, sem dúvida nenhuma, o romântico herói nacional cubano.



(como sempre; "clicando" aumenta)


Com “um bronze” tipo camionista – foi o que deu ser o condutor de serviço em horas de sol –, estou de volta ao vício. Prometo ser mais comedido – até porque tenho um compromisso que já contabiliza um largo atraso. Mas vício é vício; quem o tem não o deixa, e se o deixa, é porque nunca o teve. Dizem!

Com tanto calor, foi esta querida:


quem me auxiliou nos muitos quilómetros percorridos.
Por vários motivos - e mais um - adoptei-a. Ficou marcialmente eleita a substituta da ESPECIAL MELO ABREU.
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Gostei.

quinta-feira, abril 06, 2006

 

Concurso

Tema1 (na calheta de Pero Teive que agora.....)


Eu e o Açor estamos, algures, nesta fotografia; tínhamos então, não mais de 15/16 anos.Muitos outros também por aqui estão. Alguns deles distintos e celebres!
Quem são?


Tema2 (em Santa Clara)


Eis outros três, dois deles por aqui muito referidos ultimamente.
Quem são?

(Ambas as fotos ampliam com um "click")
Mas não tem graça, sobretudo neste segundo tema, os próprios – ou alguém a eles muito chegado – “fazer a vantagem”! Isto também se aplica a ti Lúcia (foi ela quem me cedeu a foto dos “três estarolas”)

E com esta me fico por uns tempos. Vou fazer uma desintoxicação!



quarta-feira, abril 05, 2006

 

Uma viagem expresso

Usando o material enviado pela Lúcia VI (ponto final)

O “Day off”, já por aqui referido, terminou à mesa do Amadeus, na célebre “Augusta”, que há trinta anos disputava lugares comerciais entre açorianos e portugueses, e agora está completamente invadida por “chinocas”. Nem o “April in Portugal” quanto mais “Os jornais da Augusta”, resistiram à invasão oriental; “o Amadeus”, um mini “mini mercado”, e “uma frutaria/barraca” – tinha produtos portugueses, mas, já lá estavam, também, funcionários (ou seriam os proprietários?) de “olhinhos em bico”.

Bom, já mostrando as caras de quem está mais descansado – e descontraído – aqui vão as últimas fotos da viagem.



 

Uma viagem expresso

Usando o material enviado pela Lúcia V

Num “dia” que durou (mesmo depois descontadas as horas mal dormidas) mais de 40 horas,


Sentados à mesa, "todos rotos”, ainda o jantar nem começara a ser servido;






Ou, "todos ao molhe” – com um fotógrafo amigo da onça pela frente -, já a festa ia alta;


terça-feira, abril 04, 2006

 

Uma viagem expresso

Usando o material enviado pela Lúcia IV



Longe, mas com o “Farol” e a “Ponta da Sardinha” (a tal; “de pedra de biscouto, delgada e não grossa como as outras da ilha”) , ali tão perto.

 

Uma viagem expresso

Usando o material enviado pela Lúcia III

No palanque





domingo, abril 02, 2006

 

Um açor eterno

“Alto como as estrelas...
Livre como o vento”



Manuel Ferreira é o mais próximo – e legítimo – herdeiro da geração de açorianos, autonomistas, que nos legaram a ambição, profunda e visionária, de uma “livre administração dos Açores pelos açorianos”. Um herdeiro muitas vezes incómodo é certo, porém digno, leal, corajoso. O sucessor responsável, com verdadeiro espírito de missão, permanentemente mobilizado para a defesa da nobre causa – hoje mais que centenária – e que nunca vergou, nem desistiu. Um herdeiro que acima de tudo sempre se manteve seriamente comprometido com a “passagem do testemunho” às gerações seguintes!
Se assim aconteceu em democracia (tempos houve - será que algum dia deixarão de haver? -, já pós o 25 de Abril, em que fazer da coerência e frontalidade instrumentos de intervenção gerava custos elevadíssimos. Um preço muitas vezes difícil de suportar!), o mesmo já havia acontecido antes. De facto, quando o garrote da ditadura sufocava, dissimulado como “vidro moído” ao longo de um “inofensivo” conto, o seu inconformismo, ou, porque não dize-lo, a sua incontida revolta, souberam procurar o espaço possível, ficando claramente expressas, entre muitas outras, nas seguintes palavras de “O alevante da isca”:

(...) O pulha, com cara de tratador de porcos, anos antes destacado do continente para cá, como soldado raso e impedido do comandante da Guarda-fiscal (...)

(...) Lisboa só nos mandava daquelas encomendas (...)

“ (...) – Não há direito!
– Não há consciência! Cães danados!
– E fala-se em regalias... em autonomias...
– Qual autonomia, nem meia autonomia?
– Nem na nossa casa uma pessoa manda! (...) ”


Coragem que também demonstraram possuir na altura, 1948, os responsáveis pelo Instituto Cultural de Ponta Delgada, atribuindo ao então ainda jovem Manuel Ferreira, o distinto primeiro lugar num dos prémios em concurso.

Apetece “deixar-me perder” por outros caminhos. Por exemplo: como, quando ainda imberbe, sem nunca me haver cruzado com o já insigne jornalista, pelo simples facto de acompanhar nos jornais a polémica por ele sustentada a propósito da demolição do antigo edifício das finanças, fiquei seu fidelíssimo leitor, “completamente agarrado” a um estilo, destemido, frontal, contundente, mas sempre muito consistente; ou como, pouco tempo depois, mas ainda antes de “O barco e o sonho” – que comprei quase como de “obra clandestina” se tratasse – ter ganho a popularidade de que hoje goza, aquele livro já era um dos meus documentos de culto; ou ainda como..., e como... não. Não!
Passemos imediatamente a este colossal monumento à açorianidade que é O AÇOR ETERNO.

Não me preocuparei com palavras bonitas. Elas não faltarão, tenho a certeza, vindas de quem, muito melhor do que eu, as saberá usar.
O que não posso, o que não quero, aquilo de que nunca me perdoaria se o não fizesse, é, publicamente, deixar de dar conta do meu agradecimento por mais este compêndio de açorianidade, pelo titânico exemplo de tenacidade e abnegação que foi o acto de levar “este colosso” ao prelo, pelo inexcedível esforço – pequenas parcelas do qual me foi dada a felicidade de testemunhar – dispendido para completar a trilogia que também inclui “A Simbologia do Açor na heráldica dos Municípios Açorianos” (1996), e “Açores – Origens, Raízes e História” (1999).
O AÇOR ETERNO é o assumir da incapacidade de um dia dar por concluída a completa catalogação do ícone que a açorianidade disseminou pelo mundo. Mas é também, simultaneamente – e sobretudo –, a mais adequada moldura para uma tese que o seu autor com ele nos apresenta:

“O Açor só aparece como verdadeiro ícone e constante arma de combate, com o triunfo da Autonomia Administrativa de 1895”.

Também por isso; BEM HAJAS COMENDADOR MANUEL FERREIRA.
(Texto publicado hoje - sem que tivessem retirado as referências feitas quanto a "bold's", "itálicos" e outros que tais - no Açoriano Oriental.)
E, para trazer o assunto para o âmbito do OLDPDL;
Eu e o Sr. Comendador Manuel Ferreira, num qualquer dia de um dos primeiros anos do século XXI, quando lhe fui dar a conhecer – fisicamente – o Castelinho de Santa Clara.
Estava então em preparação o livro: “As voltas que Santa Clara deu”. São fotos que guardo com grande empenho, uma delas em “passe-partout” na minha biblioteca.

 

CLARO QUE ERA PETA

Na verdade, acontece é que, apesar disso:


(e já lá vai quase um ano, mas o cartaz não perde actualidade; é necessário que o fogo de artificio se mantenha)


Porque as eleições não tiveram o resultado que alguns esperavam, acontece que nem é necessário “bater à porta” (está sempre a_berta). Querem um exemplo desta enorme privacidade?
Olhem por exemplo, para isso:


sábado, abril 01, 2006

 

Alegria muita Alegria




Generosa, mais muito justamente, e tendo em conta a importante contribuição que a paróquia – e com ela o povo daquela que é hoje a freguesia – de Santa Clara, através da doação dos terrenos sobre os quais está edificado (muito do resto é para agradecer também à UE), em gesto que é de louvar e acresce de brilho e sumptuosidade da comemoração do 460º aniversário de Ponta Delgada, a Dra. Berta Cabra decidiu atribuir a gestão e Direcção do CENTRO CULTURAL (também conhecido por CÍVICO) DE SANTA CLARA à Junta de Freguesia local, recente e legitimamente resultante do escrutínio popular.
Largo das Cancelas, Santa Clara, 01 de Abril de 2006

("clikando", tudo o que pode ampliar... amplia)

BEM HAJAS Dra. BERTA CABRAL


 

Uma viagem expresso

Usando o material enviado pela Lúcia II


Boas companhias




(como sempre, "clikando" aumenta)

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