terça-feira, junho 17, 2008

 

Raça; Povo, Nação, Grei …

A raça, aquela que usando o “Minhas velhas botas cardadas/ (…)” como banda sonora impunha teimosamente que a pátria se estendia desde o Minho até Timor (ainda hoje, embora com estratégias, tácticas e prédica diferentes, a presunção expansionista “da raça” persiste), volveu à ribalta. E fê-lo ao mais alto nível, embora pela boca de quem, quase sempre que “apanhado com a lição mal estudada”, titubeia: já assim fora com o bolo-rei pela boca adentro, voltou a sê-lo, agora, com a raça pela boca fora. Enfim, minudências; para quem tenta ver um pouco mais para além do óbvio, quer a inestética falta de chá de Dezembro 95, quer o lapsus linguae do 10 de Junho 2008, pouca ou nenhuma importância têm. Mais difícil é aceitar o comportamento dos cruéis de outrora que agora se apresentam meigos e compreensivos!

Raçuda demonstrou ser – por enquanto – a Constituição Irlandesa ao não permitir que em importantes questões (também de soberania; veja-se o caso da ZEE dos Açores por exemplo!) a “ditadura democrática” se substitua ao Povo. Bem que os “instalados” se esforçaram em afastar do povo estas tomadas de posição. Também por isso foi tão importante que o NÃO surgisse logo na primeira – e até agora única –ocasião, a ELE (povo), proporcionada para se pronunciar sobre o assunto. É claro que, mesmo contra a vontade já expressa do Povo irlandês, a agora desfeiteada “coligação dos interesses” tudo fará para impor, “democraticamente”, aquilo que mais interessa ao funcionalismo partidário lá do sítio; é o poder do “Centrão”!
Quem já se esqueceu das “cambalhotas” – promessas eleitorais invertidas, e mudanças de opinião consecutivas – a que ainda recentemente se assistiu em Portugal?

A propósito; e por cá? Que raça terão os que, não obstante as tão badaladas unanimidades obtidas, deixaram cair do Estatuto, sem dó nem piedade, o POVO AÇORIANO?
“Não dá pão”, disseram!
São as precedências protocolares que o darão, digo eu; a eles (os instalados), claro!

A. O. 17/06/08; “Cá à minha moda” (Revisto e acrescentado)

sexta-feira, junho 06, 2008

 

6 de Junho


Recapitulando 4 anos de 6 de Junho (cibernético) por aqui, e ainda um outro, o da viragem do milénio:

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2005 - http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2005/06/6-de-junho-1975-2005.html
2006 - http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2006/06/060606.html

2007 - http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2007/06/alarme-nas-ilhas.html

2008 - http://olugardapontadelgada.blogspot.com/2008/06/dia-dos-aores-um-para-esquecer-outro.html
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A ilustração, ainda outro 6 de Junho – o primeiro do século XXI –, é um dos resistentes frutos de uma interessante e animada noite de fim de Primavera, e foi como a “passagem de testemunho” a uma nova geração, gente agora entre os 20 e os 30 anos!

terça-feira, junho 03, 2008

 

Dia dos Açores: um para esquecer, outro por estabelecer.




Passadas que estão três semanas sobre uma “2ª Feira da Pombinha” de má lembrança – o tempo passa e com o seu decorrer a memória tende a “amolecer” –, e porque, entretanto, já estamos em cima de um outro 6 de Junho; mais cedo ou mais tarde o dia dos Açores por excelência, permitam-me “afogar a mágoa” do passado dia 12 com a evocação, e exaltação, do dia em que milhares de açorianos, reivindicando independência, abriram caminho para esta acanhada autonomia de conveniência, cujo estatuto, nem o conceito de POVO AÇORIANO consegue impor ao resquício de poder colonial português que perdura:
Acanhada, sim; porque mesmo sem estar sujeita às adversidades de 1895 (instabilidade pós ultimato/mudança de regime/1ª Grande Guerra) não consegue criar alicerce, nem “músculo”, para resistir a uma ameaça tipo “Estado Novo" versão Século XXI que por aí apareça.
E, também, de conveniência; porque em tempo de excepcional abastança – pelo menos assim foi durante as duas últimas décadas – aqueles que têm (ou deviam ter) como missão servir, mostram-se sempre muito mais eficazes nas unanimidades conseguidas em defesa de interesses próprios, ou outros mais mesquinhos (aumentar alcavalas pessoais/atribuir comendas dispensáveis) do que na defesa intransigente de princípios fundamentais para TODOS nós; POVO AÇORIANO.
A 3 dias do 33º aniversário do 6 de Junho de 1975, após uma “2ª Feira da Pombinha” de triste recordação, não consigo deixar de questionar quais terão sido as misteriosas forças que empurraram a ALA (isto não é erro. É propositado: tal como fica bem Governo dos Açores, melhor fica ainda Assembleia Legislativa dos Açores) para aquela tão silenciosa quanto unânime condecoração? Será que numa assembleia mais eclética as recentes unanimidades aconteceriam? Estou em crer que não! Nem mesmo o PCP – adversário do 6 de Junho – votaria favoravelmente a comenda “All_tino”.
A. O. 03/06/08; “Cá à minha moda” (Revisto)

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