sábado, julho 20, 2013

 

VIDA NOVA

Foi já há oito anos, mas parece ter sido ontem! 
Ansiosos por dar o “primeiro passo”, cedo chegou a primeira surpresa desagradável: saber que a “Comissão Instaladora”, ao contrário do dito na Lei, só mais tarde seria constituída; com a tomada de posse a acontecer cerca de três meses antes das eleições, não a seis, como seria normal e era esperado! 
Iniciado o processo de certificação da recolha de assinaturas de que carecem as candidaturas de Grupos de Cidadãos, já Santa Clara fervilhava com a campanha para as Autárquicas de 2005, prenhe de cartazes (com promessas que 8 anos depois ainda estão por cumprir) e repleta de inaugurações, quando “Santa Clara – Vida Nova” começou a receber as primeiras “bocas”: “Não admito que outros escondidos por trás de listas de independentes venham agora descobrir Santa Clara” disse-se na altura, sem imaginar o número de filiados e apoiantes do seu partido estava ofender e afrontar com a provocação. Afrontar e ofender porque de facto não eram (nem são) “outros”, mas também porque mesmo destes, muitos, desde há muito, não só já conheciam, como tinham dado muito na defesa dos interesses da localidade, nomeadamente em abono da causa que permitiu Santa Clara readquirir o estatuto de freguesia! Mas as “bocas” não se ficaram por aí. A par das muitas “promessas” que o tempo se encarregou de demonstrar o quanto eram demagógicas e enganosas, apareceram também os provocatórios desafios que já antecipavam ambições mais tarde confirmadas: “Esta obra é apenas o início de um processo de requalificação que irá chegar ao largo da Igreja…”, e logo: “Esperamos agora que o Governo possa também cumprir a promessa de requalificação da Av. Príncipe do Mónaco”. É conhecido o resultado dos desfechos eleitorais que se seguiram (em 2005 e 2009), e quem passar em Santa Clara facilmente confirmará quem cumpriu e quem mentiu!
Santa Clara mudou muito, o “Jardim Padre Fernando” e o “Novo Ramalho” são apenas dois exemplos bem elucidativos. Há também, infelizmente, o que, custosamente, se arrasta: “os Tanques da Bencom” e o “Matadouro”, muito embora num e noutro caso "o seu dia” já tardasse mais! Mas mau demais é o que se passa com a 2ª Rua de Santa Clara, a tal promessa de requalificação anunciada em 2005, mais tarde repetida e reforçada, mas até hoje teimosamente adiada a coberto dos mais diversos pretextos. Desculpas que continuam. É pena! 

A.O. 20/07/2013; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) 

sábado, julho 06, 2013

 

“Rapazins”, hipocrisia e exemplo



Coisas de rapazes” é o mínimo que se pode chamar aos recentes desmandos de Pedro e Paulo, que, de positivo (para os deles), só teve o facto de “passar uma esponja” sobre aquela que foi a mais eficaz “manobra oposicionista” dos últimos dois anos: a carta de despedida do número dois do governo, o “infalível” Gaspar!
A hipocrisia em política pode ser o “pão-nosso de cada dia”, mas há limites que ao serem ultrapassados descredibilizam (mais ainda) todos os seus protagonistas, em especial, os líderes!
- Que sentido faz estes “rapazins” andarem dois anos a compor e implementar todo o mal que têm feito, só para parecerem “bons alunos” e/ou “meninos bem comportados” perante “os patrões internacionais", para depois, numa semana de já longa traquinice, “partirem a louça toda” que nem gregos acossados por troianos?
- Que sentido faz estes “rapazins” andarem todos os dias a pregar as virtudes da credibilidade e da estabilidade política perante os credores externos - e não só -, para, bastando um impulso dos seus enormes egos, serem eles próprios o principal motivo de vergonha e descredibilização geral?
Paulo Portas terá culpas, mas neste caso em concreto (a desastrada governança de Portugal: e já lá vão dois anos!), tal como Victor Gaspar deixou escrito, a incompetência de Passos Coelho, o seu sectarismo, a sua obsessão e obstinação – como que doentias (diria que para disfarçar as incapacidades de liderança que patenteia) – mais que uma imagem de marca: são mesmo uma indelével evidência! Passos Coelho é a estampa do pior que o PSD tem para dar. E se é certo que nem todos no seu partido são assim, certo também é que, infelizmente, ele não é caso único. Nem é necessário ir muito longe! Por cá não faltam “Passos Coelhos”: também “rapazins”; também sectários; também obstinados, e, sem dúvida, também tão ou mais desastrados do que “o seu mandante”. Não faltam "Passos Coelhos" nem faltam exemplos da sua forma de actuação. Alguns retomados recentemente, com a obsessão da Concelhia de Ponta Delgada em “conquistar” Santa Clara mostrando-se o mais visível de todos!
Para o PSD, para algum PSD, há interesses que justificam – e bem - colocar de parte os proveitos partidários em prol de interesses superiores. Para outros vale tudo: (re)prometer o que se sabe não ir cumprir; desafiar e tentar menorizar os que demonstram conseguir vencê-los; aliciar e “comprar” uns e outros para dividir os vitoriosos, fazer campanha com meios que só fazem sentido serem usados em benefício de todos e não só de alguns, e até, já para além do limite da civilidade razoável, não cumprir o acordado, mesmo quando se trata de uma simples carta resposta. E pior que tudo: alargar o número, sem as respeitar, das vítimas que “o sacrifício” deixa pelo caminho!

A.O. 06/07/2013; “Cá à minha moda" (revisto e algo acrescentado) 

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