terça-feira, abril 12, 2005

 

A quem pedir responsabilidades?

“Chegaram já há alguns anos, instalaram-se socializando a coberto de uma das nossas características mais marcantes; a passividade!
Quando a praga estava circunscrita e era mais fácil a sua exterminação, nada fizemos. Como de costume, aguardamos que agissem por nós.
Determinante foi também a ignorância. Confundindo estes trituradores insaciáveis com outros seres menos malignos com os quais desde há muito convivemos, contribuímos para a sua proliferação. Hoje estamos perante um fenómeno que atinge níveis catastróficos. Uma situação dramática pois esta nefasta espécie sobrevive à custa dos avultados prejuízos que causa e da enorme destruição patrimonial que provoca”.

Assim começava a primeira, e terceira, das minhas colaborações nesta coluna – já lá vão respectivamente; 30 e 28 semanas –, lamentando então, mais uma vez, aquilo que agora jamais poderá ser remediado!
Se em a “Invasão alada” – 29/09/04 –, eram as Cryptotermes Brevis, vulgo térmitas que agora grassam em Ponta Delgada, aquilo que estava em causa, uma vez que em tempo oportuno – com 30 anos de antecedência –, quando era bem mais fácil controlá-las, nada se fez, já duas semanas antes – 14/09/04 –, sob um título idêntico ao de hoje, era a outro tipo de praga que me referia. Também trituradores insaciáveis, esta outra espécie – humana; mas não menos nefasta – de igual modo só sobrevive à custa dos avultados prejuízos que causa, entre os quais, mesmo nos casos mais benignos, quando, da mesma forma, uma enorme destruição patrimonial acontece!
Não podem é dizer que não foram prevenidos!
Do próprio. In Açoriano Oriental/Cónicas do Aquém



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