quinta-feira, junho 15, 2006

 

Patriotismos (repetição do post editado a 13 Junho)



("Clicando" aumenta)

Recorte de jornal de 1956 recebido recentemente por e.mail, onde, por mero acaso, está mencionada - a última da relação dos feridos. (destaque) - alguém que eu, e muitos dos que por aqui passam, conheceram perfeitamente.

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Hoje, um ano após a sua morte, juro que pensei dedicar este espaço a José Fontaínhas; Eugénio de Andrade se o preferirem!
Entretanto, mal refeito da já ultrapassada – creio eu – questão do “dia do cão”, enjoado com a "scolari bandeireta", desperto por leituras obrigatórias, e intoxicado pelos espectáculos do “Dia da Raça”, senti-me como que obrigado a, misturando “cães” e “raças”, chegar aos “cães de raça”, já que “dos rafeiros”, parece, na hora da verdade, ninguém gosta!
Decorria o ano de 1936, estávamos nós para aqui – o “nós” é uma força de expressão; eu só cá cheguei alguns anos depois – a lidar com o Estado Novo “à nossa moda”, quando Salazar, pouco satisfeito com o desempenho dos locais, envia um disciplinador “à sua maneira”. E não é que resultou! Pudera? Pouco tempo depois “a magia do bengalim” surtia o efeito. Até no futebol, sector onde dada a sua enorme componente popular, a frustração e insatisfação muitas vezes descambavam em sérias manifestações de indisciplina, começaram a ser visíveis tão eficientes meios: Não tardou nada, e o 11º aniversário da “Gloriosa Revolução Nacional” já era comemorado com a disputa um troféu criado para a ocasião; a “Taça 28 de Maio”! E pensam que se ficou por aí? Até uma, então, já tradicional manifestação da solidariedade do futebol micaelense para com os mais carecidos – “o jogo a favor dos pobrezinhos da Freguesia de São José” – foi riscada do calendário desportivo, tendo as submissas colaborações com patrióticas organizações tais como; “A Legião”, e “A Mocidade Portuguesa”, ocupado o seu lugar.Hoje no Porto ou em Angra do Heroísmo, tal como ontem – 1956 foi de má memória aqui em Ponta Delgada – em Luanda ou qualquer outra cidade do Ex-império, tanto os desfiles militares como os discursos patrióticos, sempre tiveram a mesma função; submeter. Dominar!

Do próprio, in A. O. “à minha maneira”




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