terça-feira, maio 08, 2007

 

Santa Clara em tempo de festa

Hoje – quando motivos não faltam; com as eleições na Madeira apresentando-se como uma enorme tentação – sinto a obrigação de com estas linhas me associar à celebração do quinquagésimo aniversário da restauração do estatuto de paróquia da já freguesia de Santa Clara. Faço-o evocando o livro de Elsa Soares, e dele respigando um “inventário e balanço” reportado a Dezembro de 1949. Antes porém, recuemos no tempo.
Santa Clara, no século XVI a terceira paróquia/freguesia a ser criada em Ponta Delgada, e que a partir do primeiro quartel de setecentos alterou a sua denominação para São José deixando sob protecção do original orago um singelo curato, é desde 2002, de novo, uma freguesia, agora, a quinta e mais recente da cidade de Ponta Delgada, que completou ontem, 7 de Maio, meio século de existência como “nova” paróquia.
De facto, quando em Dezembro de 1949 o Padre Fernando (Vieira Gomes), chega a Santa Clara, depara-se com um paupérrimo curato, carecido de quase tudo, até de paramentos, cujo caixa – cinquenta centavos em dinheiro, e mais de vinte contos de dívidas –, espelhava bem a penúria das “almas” ali residentes. No entanto, a 7 de Maio de 1957, ainda nem uma década decorrera desde a sua chegada, o então jovem guia daquela comunidade vê concretizado um dos objectivos em que muito se empenhara; a criação da paróquia de Santa Clara. Era igualmente seu desejo, e em condições normais quase uma natural consequência da transformação do curato em paróquia, obter também a promoção de Santa Clara a freguesia, o que ao tempo não foi possível.
Nunca se desligando do projecto, o Padre Fernando ainda assistiu ao anunciar do feliz desfecho de uma lide que apadrinhou, mas cuja vitória final, infelizmente, já não pode saborear na plenitude. Nunca é demais recordá-lo.
Do próprio, in A. O. 08/05/07; “Cá à minha moda”



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