terça-feira, junho 16, 2009

 

Padre Fernando: justa e sentida homenagem





A Junta de freguesia de Santa Clara, que – nunca é demais recordar – fugindo à habitual subordinação aos interesses político partidários resulta de um dedicado e exemplar projecto de cidadania e participação cívica (do grupo de cidadãos “Santa Clara – Vida Nova”), no culminar de importantes passos do seu processo fundacional: ordenação heráldica e regulamentação das insígnias e galardões da freguesia, decidiu homenagear o Padre Fernando Vieira Gomes, o principal impulsionador da restauração do estatuto de freguesia para Santa Clara, desígnio legitimado no acto eleitoral de 09 Outubro de 2005.

A cerimónia aconteceu no passado dia 12 de Junho, data da passagem do sexagésimo aniversário da ordenação daquele que, praticamente desde então até ao final da sua vida, serviu como mais ninguém aquela comunidade, incrementando-lhe um espírito identitário de tal forma forte, que, ainda mesmo antes da localidade ser freguesia, já como tal era considerada pelos seus habitantes.

Recuar até 1949 pode ajudar a compreender muita coisa: Cerca de um mês antes da ordenação do Padre Fernando, era ainda cura de Santa Clara o Padre Osvaldo, a imprensa de Ponta Delgada – notícia retransmitida no Diário de Notícias de New Bedford de 06/Jul/1949 (obrigado a quem me fez chegar este recorte) – deu conta de uma célebre actuação da “Capela de Santa Clara”, acompanhada pelo violonista Jaime Maria de Sousa, dirigida pelo maestro Licínio Costa, detalhando a lista das senhoras, e meninas, que então a compunham: “Genoveva de Medeiros e Maria Angelina, solistas, sendo o coro constituído pela Sra. D. Cisaltina Salgadinho e pelas meninas; Antonieta Cabral, Beatriz de Medeiros Costa, Zuraida Maria dos Santos, Maria Idalina do Rego Sousa, Carmélia de Lourdes Medeiros Salgadinho, Maria Luísa de Jesus Sousa, Maria Manuela do Rosário Moniz, Lorena Maria Tavares Moniz, Lídia Maria Botelho, Genoveva Maria Raimundo e Esbela Maria Raposo Ferreira.”
De quase todas ali referidas, as que não ficaram solteiras, já foi o Padre Fernando que as casou, como também foi ele quem baptizou a esmagadora maioria da sua descendência (gente hoje na casa dos cinquenta), casando também as filhas destas e baptizando os seus filhos, netos das primeiras, em processo que por vezes se repetiu na geração seguinte.
Se a isso associarmos o forte carisma pessoal do Padre Fernando, bem a como a sua natural propensão para a intervenção social, muito fica explicado!
A.O. 16/06/09; “Cá à minha moda”



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