terça-feira, outubro 05, 2004

 

Palácios da Diversão

O melhor contraponto à fastidiosa interacção com a tacanhez que insiste no avançar de olhos vendados em direcção a lugar algum, ou com a esperteza saloia que medra que nem praga entre parolos e oportunistas sem procurar enxergar aquilo que é óbvio, é uma fugaz mas profunda imersão na lucidez; no arrojo inteligente; numa sadia fantasia. Um repuxo de utopia balizada pelo “pensar sustentável”!
Juan Herreros, primeiro pela iniciativa em trazer aos Açores um significativo grupo de alunos seus na Escola de Arquitectura de Madrid, e agora – a convite da Delegação dos Açores da Ordem dos Arquitectos –, neste regresso para apresentar e discutir o resultado do trabalho desenvolvido, presenteia-nos com um tão singular quanto valioso “brain- storm”, nas palavras do arquitecto Jorge Kol “(…) proporcionando-nos um tempo de meditação, uma atitude crítica sobre o que fazemos, capaz de nos ajudar a melhor decidir, a melhor planear, a melhor fazer.”
E como estes contributos são importantes, e reparadores, nesta hora em que vale tudo para agradar e satisfazer clientelas e descalçar responsabilidades!
Quando tanto se fala – ou se falou – na via marginal da Relva a São Roque, não pude deixar de dedicar uma especial atenção a três dos exercícios propostos:
ZAPATOS EN PONTA DELGADA, TORRES CADUCAS e RE-ACCIÓN EN SANTA CLARA.
Simples, acessível e divertido.Desanuviador.

Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém



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