terça-feira, outubro 19, 2004

 

"VIVA OS AÇORES"

Já desde os, por muitos quase esquecidos – e por outros, desconhecidos – anos 76 e 80, que a açorianidade se não tinha mostrado tão determinante na obtenção de uma vitória eleitoral. Acresce importância ao facto se tivermos em conta que a democracia entretanto foi “amadurecendo”; que os cadernos eleitorais agora integram uma nova geração; e que, em alternância, os dois principais partidos “inverteram os papeis”!
O Azul e Branco predominou como cenário dos vencedores, e o discurso político – do PS ao BE – deixou de evidenciar alguns dos complexos da esquerda local contrariando um dos mais gratos princípios da esquerda em geral; a defesa da autodeterminação dos povos. Bom prenúncio.
A 17 Out. 2004, em confronto com a descarada conivência e subjugação ao “poder de Lisboa”, ganharam as instituições açorianas reforçando a escassa autonomia até agora conquistada. O que não é de somenos importância, tendo em conta a descomunal diferença de meios empregues – incluindo a instrumentalização dos OCS públicos –, para a auto estima dos açorianos como Povo!
Melhor, mas a requerer ainda maior amadurecimento democrático, só mesmo quando na ALR existir mais pluralidade. Aliás, a única nota menos positiva destas eleições foi a redução do leque de representatividade partidária no Parlamento Açoriano. Decq Mota dispensava “o presente” que lhe foram levar à Horta. Foi, também neste caso, a insensibilidade “do poder central”!
Última nota: Será que haverá quem continue encomendando sondagens IPOM?
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém



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