terça-feira, janeiro 04, 2005

 

As “quintas” atlânticas

Manuel Monteiro, talvez ainda atordoado com a “réveillon” madeirense, entendeu ser chegada a hora para se falar, pública e abertamente, sobre a independência da Madeira.
Até que enfim! Diria apenas que a sua intenção, além de tardia, só peca por escassa; então, porque não, também, discutir a independência dos Açores?
*Caricato – tal como o momento – é o facto de só a alguns ser dada permissão para falar deste assunto. Aos verdadeiros interessados – açorianos e madeirenses – a Constituição Portuguesa não só os impede de se organizarem em partidos políticos locais, como também – em pleno século XXI. Incrível! -, segundo a lei portuguesa, são fascistas aqueles que se propuserem, mesmo de forma democrática, a lutar por esta causa!
*Estapafúrdio foi o aparente óbice encontrado. Qualquer coisa género: - Tudo bem. Podem até já ficar com os impostos deste ano, não nos venham é ...“pedir mais esmolas”!
Isso, como se a soberania nacional não tivesse, ela própria, um valor incomensurável. Ou, como tivesse sido só com os “impostos” do Condado Portucalense que D. Afonso Henriques se governou para “fundar” o Portugal (continental) hoje com 860 anos de história e quase outros tantos de fronteiras definidas!
“Oh ti Manel”…, não faltam exemplos de terras abandonadas e vinhas arrancadas, isso, não obstante continuar havendo quem, enquanto o puder, continue bebendo e comendo os frutos do seu quintal distante; poucos, deliciosos, mas sempre caríssimos!
Do próprio. In Açoriano Oriental/Cónicas do Aquém



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