terça-feira, fevereiro 08, 2005

 

CELEBRAR

Tem sido dado enorme relevo à provecta idade do hino da Autonomia. Com 111 anos de idade o hino dos Açores bem pode orgulhar-se de ser contemporâneo do hino nacional português, e, tal como ele, só se ter tornado símbolo hierático após várias tropelias.
É do conhecimento comum que “A Portuguesa” – Alfredo Keil / Henriques Lopes Mendonça –, inicialmente uma marcha patriótica composta por ocasião do ultimato inglês que pouco tempo depois foi adoptada pela sublevação revoltosa do 31 Janeiro de 1891 no Porto, passou à clandestinidade após esta revolução ter sido esmagada, e, só depois da implantação da Republica, foi então, por esta, instituída (Junho de 1911) como hino português.
Sobre o hino dos Açores - cuja idade agora parece ser importante realçar -, não obstante a proximidade da sua criação com a de “A Portuguesa”, ainda, e infelizmente, só poucos sabem muito pouco! Nem mesmo as peripécias que aconteceram por ocasião da sua aprovação na ALRA contribuíram para fazer justiça aos seus originais autores, música e letra (e que LETRA; “...Para nós é vergonhosa/ A central tutela, /Odiosa…”), respectivamente; Joaquim Lima e António Tavares. E isso sem nenhum desprimor por Natália Correia, sobretudo por esta, e Teófilo Frazão.
Teve porém esta inusitada comemoração – que ignorou os “redondinhos” 110 anos, e, sobretudo, um inolvidável centenário – uma enorme vantagem; a de nos recordar, SEMPRE, quem foram, e desde quando o são, os verdadeiros “pais fundadores” da autonomia dos Açores!
Do próprio. In Açoriano Oriental/Cónicas do Aquém



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