terça-feira, fevereiro 22, 2005

 

“Centrão” Azórico

Estão à vista de todos – incluí o contributo das TV’s privadas e novas tecnologias – as melhorias que os últimos tempos trouxeram à descompressão política nos Açores. Apesar disso – eu acho – continua lento o processo da mudança em curso no arquipélago, residindo aí a manifesta dificuldade em contrariar a ainda significativa inércia centrípeta que a quase todos nos tolhe!
Se no rectângulo português o “centrão”, embora mantendo uma cotação elevada, já só vale 75% (45% do PS + 28% do PSD), por cá, o seu valor ronda os 90% (53% do PS + 35% do PSD). Dito por outras palavras; se fosse possível reunir no BR (Bloco Restante) todos os votos que sobraram do PS e do PSD, mesmo assim, não estaria garantida a eleição de um deputado estranho ao BC (Bloco Central)!
Procurando aprender com os erros – é o mínimo que com eles se pode fazer –, interrogo-me:
. Com uma campanha esclarecedora, sóbria e muito consistente, porque não beneficiou cá a CDU, totalmente, do bom desempenho de Jerónimo Sousa?
. Com uma campanha graciosa, elegante, e coerentemente centrada nas pertinentes questões que lhe são gratas, mesmo tendo duplicando a sua votação, porque não acompanhou aqui, o BE, o fenómeno “Louçã”?
. Tendo caído Santana para 28%, e o PS de César conseguido 53%, o que terá segurado o PSD de Victor Cruz nos 35%?
Das muitas respostas possíveis, uma, é sem dúvida:
- Enganaram-se os que subestimaram a “locomotiva Mota Amaral”!
Do próprio. In Açoriano Oriental/Cónicas do Aquém



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