terça-feira, março 13, 2007

 

O “Castelinho de Santa Clara”

A proposta do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Clara – para que a CMPD desencadeie o processo de classificação do Forte de Santa Clara como “Imóvel de Interesse Municipal” –, ao ter sido aprovada por unanimidade na última Assembleia Municipal (28Fev2007), acabou constituindo mais um importante passo na valorização do património edificado dos Açores, e um forte contributo para a desejada requalificação da zona histórica de Santa Clara, tal como da sua memorável orla marítima, na qual se encontra a ponta que dá nome a Ponta Delgada.
Ainda com Vila Franca como capital, sendo então o lugar da ponta delgada não mais do que um “solitário ermo” – dá-nos disso conta Gaspar Frutuoso ao narrar a caça aos porcos monteses –, e, possivelmente, devido “à ponta delgada e rasa …”, já a zona que depois se chamaria Santa Clara era uma marcante referência a sudoeste da ilha. Nos primeiros tempos de Ponta Delgada, continuando com Frutuoso, mas agora quando localiza e descreve a casa de Francisco Arruda da Costa – “cercada de muro e cubelos” (…) “tudo muito defensável” –, é clara a noção que fica da necessidade em defender a vulnerabilidade do Calhau da Areia, “pequena baía de areia” entre duas pontas; a Delgada a poente, e a dos Algares a nascente. Mas, é de 1597 – já com outro; o próprio Governador, como cronista – o registo de uma das mais espectaculares histórias de defesa da ilha, também com a orla marítima de Santa Clara em cenário e um jovem; Apolinário Sarrão, como herói. Desde então “o Castelinho”, cuja primeira grande reparação foi efectuada três anos após a defenestração de Miguel de Vasconcelos, segue seu percurso, longo, História com cerca de 400 anos, os últimos dos quais, tendo em conta o estado a que chegou, não orgulham quem quer que seja!
Do próprio, in A. O. 13/03/07; “Cá à minha moda”



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