terça-feira, janeiro 13, 2009

 

Um ano depois


Cumprindo o que prometi – também a mim –, está a fazer um ano que não trago “futebol” aqui para esta coluna. A última vez foi no A.O. de 15/01/08, com os dois últimos parágrafos bem preenchidos:
a) Um anseio que felizmente dá os primeiros passos; “Querem mais? Eu também gostaria. Sobretudo no que respeita à incorporação de mais método científico, e maior capacidade de planeamento a médio e longo prazo no “negócio futebol”.
b) E um lamento que mantenho; “Mas, se algo tardou demais, foi a mudança que 31 Outubro de 2006 operou!
Assim, permitam-me hoje uma excepção. Aqui vai.
No passado domingo, no que à vertente desportiva possa dizer respeito, comparo o agrado que senti com a vitória do Santa Clara – vitória feliz, em casa do lanterna vermelha, como não se cansam de referir uns e outros, esquecendo porém que para além do CDSC ali ainda só o Covilhã também ganhou – com aquele que obtive alguns minutos após o fim do jogo, ao ouvir o comentário desportivo que a RDP/A “colocou no ar” pela hora do almoço.
Até estranhei. Ao invés dos lugares comuns habitualmente discorridos, quando, cada um à sua maneira, dando conta dos xadrezes que viu desenhados no jogo, nos relata algumas das continências do mesmo, ali, os autores da peça, alargando o seu campo de visão, optaram por dar ênfase à “revolução” que a actual direcção do Santa Clara promoveu na gestão do futebol profissional do clube.
Como já referi; estranhei. E, por estranhar, prestei maior atenção.
Só então reparei que a emissão tinha a sua origem nos estúdios de Angra do Heroísmo.
Percebi. Oh como percebi! Tal como registei que “Aprender com o passado” – como eu gostava que tivessem razão! – foi uma frase ali repetida por mais de uma vez.
É bom que alguém aprenda, pois por cá, tendo em conta alguns comportamentos (inauditos agradecimentos incluídos, e a excessiva passividade com assuntos requerendo açcão urgente), por vezes, até dá - e passa - a ideia que o passado recente continua sendo exemplo a seguir.

A.O. 13/01/09; “Cá à minha moda” (Revisto e acrescentado)



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