terça-feira, fevereiro 24, 2009

 

Os maus, segundo Manuel Fernandes


Daqui: folgado.no.sapo.pt/treinadores.htm
Já passou mais de uma semana, mas, permitam-me regressar à enigmática parábola que, num “futebolês” fluente, ao ser eficazmente proferida logo após a deliciosa vitória do CDSC-2 U.Leiria-0, quase ocupou mais espaço mediático do que o jogo em si, seu resultado, e seus vitoriosos protagonistas.
Enfiando o barrete até às orelhas (ver no Record 14Fev2009 o pouco que foi transcrito das respostas dadas às duas questões colocadas), e não podendo desmentir as evidências, Manuel Fernandes, depois de no CDSC ter encontrado “a Casa da Sorte” onde conseguiu mais do que um “jackpot”, confundindo "denegrir" com "dar o devido valor", decidiu armar-se em vitima. E porque denegrir é uma coisa, e atribuir o devido valor, é outra, para lhe dar o devido valor – mas só o devido –, recordemos:
Quando Manuel Fernandes cá chegou, sem ainda ter começado o desvario que depois aconteceu, o CDSC era um clube patrimonialmente consolidado, que, com uma equipa montada por Álvaro Magalhães, liderava o campeonato. Nestas condições, e dada a forma abrupta como ocorreu a saída de Àlvaro Magalhães, continuam por esclarecer várias questões. Bom, mas adiante!
Quando ele cá chegou, recordava-se, o CDSC, já na senda de voos mais altos, dava continuidade ao bom desempenho desportivo iniciado pelo Prof. Carlos Gomes (Campeão da Série Açores/subida à II Divisão - 1995/96) a quem se seguiu Filipe Moreira (2º classificado na II Divisão zona Sul - 1996/97), tudo isso, ainda - é bom não esquecer -, a custos razoáveis.
O CDSC de Manuel Fernandes, que meteoricamente, e como se sabe, chegou à Liga Principal, neste seu último passo, excecionalmente, classificado em terceiro lugar, quer para se manter, quer, após ter descido, para tentar novamente a subida, fê-lo sempre à custa de orçamentos muito exagerados, e desadequados aos objectivos propostos: os resultados são os que se conhecem! Mesmo assim, de propósito ou não, pouco se fala que foi sob o comando de Carlos Manuel que o clube, acumulando mais um título de campeão - por sinal, até agora e em termos meramente desportivos, o de mais elevado nível no vasto palmarés do CDSC -, regressou à I Liga.
No entretanto, e ao que consta sem o CDSC nada ganhar com a transferência, Manuel Fernandes foi parar ao Sporting, para no regresso, em mais um dos levianos actos da gestão daqueles tempos, ter lugar o generoso contrato que só recentemente deixou de onerar o clube, e durante o qual, nem faltaram “exílios dourados” em Angola.
Eis então os bons, e os maus; bons que só aos olhos dos maus parecem maus, pois o inverso não é verdadeiro!
E terá de haver, necessariamente, também os boníssimos; pois doutra forma escasseiam adjectivos para qualificar os que, com restrições inimagináveis, e orçamentos que nem chegam a um quarto daqueles que “os bons” puderam dispor, sem “ceboladas”, “ivonices” nem “leandrices”, possam fazer igual ou melhor.
Enfim, futebóis.
A.O. 24/02/09; “Cá à minha moda” (Revisto e muito acrescentado)



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