domingo, setembro 16, 2012

 

Pois, é no que dá.

Quando os dados estavam a ser lançados para começar “o jogo a sério”; com os “marqueteiros” de Passos Coelho já a darem os primeiros palpites (afora os milhafres descolorados os “brazucas” bem que recomendaram cuidado com as companhias: além “dos bonecos”, também na constituição da lista - digo eu???); com os devotos das medidas da TROIKA eufóricos, prevendo visíveis melhorias nas contas e até crescimento económico para o 2º semestre de 2012, vivia-se a época dos “beijos e abraços”; o tempo dos convites para tudo e mais alguma coisa.

Bem que a sabedoria popular avisa que “não nos devemos fiar em sapatos de defunto”! Mas há quem não resista, sobretudo não resistem aqueles que, por antigo e entranhado hábito, “surfam todas as ondas” que lhe dão jeito, mesmo quando a última os obriga a dar o dito por não dito em relação à penúltima.

Depois, foi o que se (vê e) está vendo: se até não há muito tempo Berta Cabral usava como trunfo eleitoral estar em melhor condição do que os demais para negociar com os relvas/passistas que desgovernam Portugal (levando por arrasto os Açores), agora que parece ter “caído o céu” sobre a cabeça de Passos Coelho – nada que não fosse esperado, embora para alguns desse jeito que os destroços aparecessem só “depois da vindima” – é impressionante, e cada vez mais desajeitada (por vezes até ridícula) a tentativa das hostes bertistas em se demarcarem dos executores do experimentalismo ultra liberal implementado em Portugal, solução até recentemente merecedora de muitas hossanas e das mais excelsas loas pela quase generalidade dos que apressadamente agora dela se demarcam. O desnorte é tal que, em jeito de descarte, a situação até já mereceu uma analogia desportiva do tipo: “é como se o Santa Clara fosse culpado pelo Benfica jogar mal!” Louvado seja Deus: como se os dirigentes do Santa Clara fossem eleitos nas listas do Benfica para as assembleias da Liga e as vedetas da Luz (dirigentes e jogadores) sistematicamente chamados, como “cabeças de cartaz”, para atrair público ao Estádio de São Miguel.

Pelo “andar da carruagem” um dia destes ainda veremos (à boleia da dita, como já aconteceu em tempos para aproveitar os holofotes focados em outros mais distintos), num qualquer palco dos Açores, Manuela Ferreira Leite rivalizando com Marcelo Rebelo de Sousa pelo papel de “estrela principal”.

“Pois alevá” (como diria Victor Cruz, avô)!


A.O. 15/09/2012; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)





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