segunda-feira, janeiro 07, 2013

 

O que sobrou da “Mata da Doca”

O meu amigo Manuel Moniz (também, pontualmente: companheiro, camarada e cúmplice em acções de intervenção cívico/politico/comunitárias), ontem, via “FB”, após dar a sua opinião sobre o desenho e potencial uso para outras valências do “Jardim Padre Fernando”, “entrou comigo”, desfiando-me a “entrar na liça”. Não é isso que aqui vou fazer (fi-lo na altura com a informação que tinha de memória), mas depois de lhe agradecer “a deixa” para a coluna de hoje, fiquei também de acrescentar alguma da informação que então não me ocorreu, e, aproveitando, voltar a Santa Clara e ao que sobrou da “Mata da Doca”, o que faço sempre com muito gosto, algum prazer e até “sentido de missão”!

Antes do mais é bom não esquecer que o “Jardim Padre Fernando”, desenhado pela Toparis obedecendo a um programa cuja discussão foi muito participada na comunidade santaclarense (atenção: ser santaclarense é uma coisa e ser santaclarista é outra. Há quem as misture, não faz mal, mas nada como ir corrigindo – “andar faz caminho!”), só foi possível dada a colaboração e grande participação da SRAM, ao tempo dirigida pela Dra. Ana Paula Marques, cujo carinho e dedicação por aquele projecto foi a todos os níveis notável. É bom também dizer que foi a “Mata da Doca”, e o muito que ela representou para Santa Clara, aquilo que em primeiro lugar se pretendia evocar com a requalificação do pouco que restou daquele que outrora foi um dos mais frondosos, populares e públicos “pulmões” de Ponta Delgada.

Foi-se o “Campo Açores”; foi-se o “ring” do Patronato, a “Mata da Doca” deixou de ser o “viveiro” de futebolistas que sempre alimentou o CDSC, os outros “Santa Claras” existentes antes do CDSC, assim como mais clubes de Ponta Delgada. Mas salvou-se a “Mata de Baixo”, ou “Mata Pequenina”, local de “pic-nic’s” e outras distracções, como o deslizar sobre cartões, ou “folhetas” (recuperadas no calhau e na Nordela) nas íngremes encostas confrontantes com a “Fábrica do Papel”, hoje instalações da AC Cymbron.
“Bruno Dennis”, no CA de 28/11/1920, ajuda-nos a perceber o forte “espírito” da “Mata da Doca”. Vale a pena ler!

Obrigado Manél Moniz. "Tá feito"

A.O. 05/01/2013; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado)



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