domingo, maio 12, 2013

 

Coisíssima nenhuma



Não aposto, coisíssima nenhuma, mas estou certo que tal como Relvas, Gaspar já deve andar à procura da porta de saída!
Destruída que está a pouca economia que sobejava (a interna, porque falar no equilíbrio da balança externa quando este foi conseguido sobretudo à custa do “esmagamento” do poder de compra, vale muito pouco…); emagrecido que foi, muito para além “das gorduras”, todo o tecido social e humano do “cantão” que lhe entregaram para financeiramente afiambrar; desmascarados que estão os erros de Excel com que, mesmo a propósito, foi acelerado o definhamento encomendado; encenada que foi a rábula do “regresso aos mercados” (como se o verdadeiro encenador não fosse o BCE); feito tudo isso – e muito mais que não devia –, prevejo que a “apoteose final”, precedendo a sua saída de cena, esteja para breve. Para antes mesmo do mítico fim do “Plano de Ajustamento”. Convenientemente para antes de ficar ainda melhor demonstrado o exagero da receita aplicada e o consequente desperdício causado, quanto aos enormes sacrifícios impostos!
Numa coisa Gaspar tem toda a razão: ele não foi eleito coisíssima nenhuma. Mas tal como ele outros, tipo António Borges, que principescamente “pago por fora” governa e comanda Passos Coelho, um primeiro-ministro que, também ele, não foi eleito coisíssima nenhuma, pelo menos para fazer o que está fazendo!
Pior do que Gaspar, por andarem mais próximos e a sua incompetência e/ou incoerência mais nos tocar, são os seguidores locais do “passismo”: autêntica promessa de cura que definha mais do que a doença! A estes tudo lhes serve para procurar salvar a própria pele: ainda recentemente culpavam Passos Coelho pela derrota eleitoral sofrida; agora, fingindo saciarem-se com o bónus oferecido a quem liderou o exército derrotado, lá se estão a realinhar com o que sobra do moribundo Relvas/passismo. Em tempos batiam palmas e cantavam loas às toneladas de betão que se espalhou “a eito” em Ponta Delgada (dá dó passar, por exemplo, no Paim); agora, que a “betoneira encravou”, as loas e as palmas são para um tido por desejado “não mensageiro do betão”.
Para falar temos gente. Coerência??; Cumprir com o combinado (uma simples resposta, acto de mínima urbanidade)? Isso não! Coisíssima nenhuma!

PS – Já depois de publicado este texto li que também Carlos Abreu Amorim, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, tornou publicas declarações, consideradas pelo Secretário Geral do PSD como inaceitáveis, incorrectas e ineficientes, sobre este mesmo assunto. Oh laricas!

A.O. 11/05/2013; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) 



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