terça-feira, outubro 26, 2004

 

Pelotão de Serviço a Parquímetros

Como se já não bastasse a estreiteza das ruas de Ponta Delgada – traçadas, já lá vão 500 anos, para diferente tipo de tráfego –, assiste-se, de uns tempos a esta parte, à sua agressiva exploração como negócio privado de parqueamento, legitimando pelo pagamento o atravancamento a que o excessivo estacionamento as sujeita!
Os peões – nem São Turismo os vale! –, coitados, são tidos como piões.
Tampouco importa saber se para quem nelas vive, ou está estabelecido, ficaram garantidas as condições de uso na sua função principal; via de circulação. O carregar e descarregar diário é uma aventura quando não mesmo um delito. Até os serviços regulares; distribuição de bens de primeira necessidade, de encomendas postais, de gás, e outros, estão cada vez mais dificultados. Bom, nem quero falar na eventualidade de uma emergência, médica ou de outra ordem; “longe vá o agoiro!”
O prioritário, parece, é rentabilizar ao máximo o negócio dos parquímetros. E como é eficaz o método utilizado – parceria Vigilantes/Polícias gratificados –; nunca se viu tanta gente, tão dedicada, em cata de tanto. Bom seria se, pelos mesmos locais, face a normais problemas de segurança pública, fossem adoptados métodos similares. De certo que diminuiriam os assaltos; o vandalismo; o ruído nocturno; o enorme rasto de lixo – copos, garrafas e até seringas – que se observa após “as noites de borga”; e até os excessos de velocidade!
Do próprio. In Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém



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