terça-feira, novembro 23, 2004

 

ZEE; questões de soberania

É angustiante, e estranho, o silêncio de alguns sectores políticos açorianos – com, ou sem, o “fait diver” de um agora hipotético alargamento para as 350 milhas – acerca da aplicação da PCP nos actuais modos. Nem deixa de ser sintomática a semelhança, quer dos processos, quer dos protagonistas, com o que em tempos se passou com a tentativa de fazer sair dos Açores o controlo do tráfego aéreo do Atlântico Norte, ou – este um caso consumado a nosso desfavor – com a renegociação do acordo das Lajes!
Sempre que a questão da ZEE vem à baila recordo Hilário Estevez Morera e a muita informação que connosco partilhou por ocasião do primeiro FORÚM AÇORES LIVRES. Este nacionalista canarino que integrou várias comissões de pescas do estado espanhol (Marrocos, Mauritânia e CEE), defende que nas Canárias, nos Açores, assim como em toda a macaronésia, só com a utilização – e rigorosa fiscalização – das artes de pesca tradicionais se pode contribuir para a preservação das espécies piscícolas, e, simultaneamente, garantir dignidade para as suas comunidades piscatórias.
Alguém, que não os pescadores açorianos, irá ganhar com tanta passividade. Já foi assim noutras ocasiões; desvalorizou-se a importância das Lajes; trocou-se dinheiro por sucata bélica, mas há um luxuoso palácio em Portugal, na Lapa, garantindo mordomias a uns quantos que não os directamente envolvidos!
Do próprio. Açoriano Oriental/Crónicas do Aquém



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