domingo, março 14, 2010

 

Estreei-me: não foi tão difícil como suponha



Uma aposta/promessa ditou a minha estreia na “missa das seis da manhã”, no Farias, da Ribeira Grande.
Quase no fim do almoço de sábado, por regra uns “chicharinhos”, no “Cigano”, ali em frente ao já totalmente atulhado molhe do castiço porto da Calheta de Pero de Teive, já tranquilizado com a bênção de Baco (sumo de uva, de cheiro, vindo, dizem, da Fajã do Calhau) e olhando o relógio por forma a não perdeu o CDSC vs Portimonense, em dia de chuva e vento, de tal forma que nem a pala da bancada central evitou uma valente molha, um amigo, que comia na mesa em frente, disse em voz alta para todos ouvirem:
- Se o Santa Clara ganhar esta tarde, amanhã vou à missa das seis à Ribeira Grande!
Explicada de que missa se tratava, e que a “capela” era o Farias, logo lhe retorqui:
- Se ganhar, mas só se ganhar, liga-me para casa que vou lá ter contigo.
E assim foi. Por volta das 20:00h do sábado lá recebi o seu telefonema, acertando a hora, e lembrando que ele, sacristão daquele templo, não faltaria. Acrescentou também que; se eu iria ou não, logo se veria! Ele é que, telefonando-me, já fizera a sua parte, e como bom "sacristão" não faltaria.
E lá fui eu, hoje, logo pela manhã, para aquilo que julgava ser um sacrifício difícil. Mas não foi!
Claro que não é como o leite e os cereais do dia a dia, mas um dia não são cem dias, e foi por uma boa causa!
Marchou a sopa de carne (quase toda, porque com a conversa, ao arrefecer, já não estava fácil terminar com o fundo do prato). Marchou também uma boa costeleta de porco, um bom naco de carne de vaca, as rodelas de chouriço e de morcela da conta, e três “meizinhos”; um por conta de cada golo, o último, o mais apetecido (até porque o golo correspondente foi um espectacular exercício de simplicidade) acompanhado com queijo de São Jorge e pão acabadinho de sair do forno.
Às 8:30 estava a cerimónia terminada, e eu com um anormal pequeno-almoço tomado, que acabou não sendo, como já referi, tão difícil como suponha (e a melhor prova do que digo é que aqui estou, quase logo de seguida, a relatá-lo).
Já de regresso a casa no auto-rádio passava o “Dilalah”, do Tom Jones. Não sei porquê – será porque já não ouvia esta música há muitos anos? Ou terá sido mais uma vez obra de Baco? -, até porque é género que pouco aprecio, dei comigo a cantarolar a canção, que naquele contexto, até parecia musica celestial.
Não me custa voltar a fazer promessas destas: venham mas é mais vitórias!



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