sábado, outubro 26, 2013

 

Canárias: saudação e solidariedade

Ocorre ao longo do dia de hoje, a propósito do 49º aniversário da criação da Bandeira das Canárias (a tricolor com sete estrelas que aglutina diversas tendências independentistas canarinas, pavilhão também parcialmente “adaptado” via Estatuto Autonómico, em 1982, substituindo-lhe as estrelas por um escudo encimado pela coroa real espanhola), mais uma manifestação a favor da Independência das Canárias. Quer esta quer as actividades político-culturais que se lhe seguem têm lugar em Aguere, local histórico e emblemático para o independentismo canarino, simbolismo que ficou recentemente acrescido com o facto de lá ter sido subscrita a “Declaración de Aguere” (28/06/2013), pela qual diversas organizações políticas independentistas firmaram em acordo constituir e colocar em funcionamento o Conselho para a Descolonização e Transição, preparando o advento do Estado Livre, Democrático e Soberano Canário.
Há muito a aprender com as Canárias, desde logo no conseguir levar o Estado Português a aceitar a existência de partidos independentistas, única forma de lutarmos, no terreno e democraticamente, pela Autodeterminação dos Açores!
Desde 1993 que os destinos das Canárias, tal como os de muitas das suas autarquias, são dirigidos pela Coligação Canária (CC), agregação de diversos movimentos abrangendo um amplo espectro ideológico: desde os explicitamente independentistas até outros mais moderados que defendem o federalismo dentro da Espanha, passando por movimentos regionalistas, simplesmente autonomistas, até conservadores, mas todos canarinos.
Bem vistas as coisas, nada que nós, açorianos, já não tivéssemos experimentado: foi com partidos açorianos e uma “aliança de lato espectro” que se venceu a primeira grande batalha em prol da Livre Administração dos Açores pelos Açorianos (1895) e, se é certo que Salazar e a Ditadura por si patrocinada se encarregaram que destruir este capital político, estranho é que, depois de um período de Democracia, que conta já quase tantos anos quantos os da Ditadura, seja uma Constituição dita democrática o que nos impede de pacificamente lutar pela emancipação que esta mesma Constituição reconhece a outros, mas não a nós!
A.O. 26/10/2013; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) 



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