sábado, julho 05, 2014

 

A causa: Independência

A opinião de José San-Bento sobre a Independência dos Açores, que há muito conheço, é respeitável – tal como, espero, por ele seja considerada a minha. São opiniões! Diferente é a consistência da causa “Independência dos Açores”: mais que centenária, ao longo dos tempos autonomicamente adiada, mas que não é, nunca será, “causa perdida”!
Causas perdidas, diziam os “senhores do antigamente”, seriam as independências das antigas “províncias ultramarinas”. Como se viu, deixaram de ser (um dia o mesmo acontecerá com a das “ilhas adjacentes”). Já mais recentemente, causa perdida, diziam outros, muitos, seria ver o Governo dos Açores “nas mãos de socialistas”. Como se vê, também aconteceu! As causas, todas elas, só estão perdidas quando não se luta por elas. Se há vontade de as não perder; gente disposta a por elas lutar, um mínimo de inteligência, organização e persistência, não há causas perdidas: mais década, menos década; mais século menos século, são ganhas!
De volta ao escrito de JSBento há a referir que pelo menos num ponto estamos de acordo: dispensava-se, até por uma questão de credibilização da causa, repetir os prés anúncios de Independência (também já defendi o “Independência Já”, mas isso vai para quarenta anos. Nada nos ensina tanto como o tempo: é só querer aprender!). Quanto ao resto estamos em completo desacordo. Há ali muito erro e alguma superficialidade, com a referência à “tertúlia dos românticos intelectuais” sendo disso bom exemplo. Além do muito mais, ao contrário do que foi escrito, naquela tertúlia nem todos são independentistas. Calculo até que no grupo a percentagem dos independentistas (1/3) não deva estar longe do que acontece, agora, em geral nos Açores. A grande diferença é que ali, ao invés do que se passa numa sociedade condicionada pelos ditames da “democrática” Constituição Portuguesa, o tema Independência não é tabu, nem proibido! Logo, fica o exemplo de que, não fora a “democrática” CRP (que impede partidos políticos pró independência), fácil seria – não obstante os 40 anos de desvantagem – aproximar o número de apoiantes “da causa” do número de apoiantes do PS/A ou do PSD/A, onde também não faltam independentistas!

A.O. 05/07/2014; “Cá à minha moda" (revisto e acrescentado) 
http://www.acorianooriental.pt/artigo/a-causa-independencia



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